terça-feira, 31 de maio de 2011

Aquisições - Maio 2011

Hoje estava a pensar em postar uma opinião dos livros que acabei de ler, mas entre o facto de que devia começar a estudar para os exames da faculdade, e o facto de o mês estar a acabar... decidi-me por deixar aqui as aquisições do mês. Já tinha falado das Aquisições na Feira do Livro de Lisboa (parte I, parte II, parte III, parte IV), e aqui ficam as restantes aquisições.

Começando de baixo para cima:
- O Terror, Arthur Machen
Oferecido pela mana numa das encomendas dela no site da Saída de Emergência; já lhe tinha dado um livro da lista das ofertas e ela retribuiu o favor.

- A Volta ao Mundo em 80 Dias, Júlio Verne
Edição capa dura da revista Sábado; só comprei este porque estava a 1,99€, os restantes da colecção estariam a 5,99€ e eram um pouco caros. Mas a capa parece-me de boa qualidade e gostei do grafismo da colecção.

- Num Vento Diferente, Ursula K. Le Guin
Oferta (com portes a 2,5€) da Presença, já tinha falado deste aqui, mas entretanto já usei o folheto promocional para o mandar vir e chegou ontem.

- Se Eu Ficar, Gayle Forman
Usei o dinheiro que tinha na conta-cliente da Presença que juntei a partir das compras nesta editora na Feira do Livro, ficou-me virtualmente por 0€.

- Keys to the Repository, Misguided Angel e Bloody Valentine, Melissa de la Cruz
Só me faltavam estes desta autora, e como o Book Depository não tinha o primeiro, arrisquei-me a encomendar na Amazon.co.uk.

- The Jane Austen Collection - Sense and Sensibility, Pride and Prejudice, Persuasion, audiolivros
Para completar a encomenda na Amazon.co.uk e ter direito a portes grátis. São versões abridged (como é que se diz em Português? resumidas? :S), porque parece difícil encontrar audiolivros dos livros da Jane Austen com o texto original completo. Bónus desta edição: o Sense and Sensibility é lido pela Kate Winslet (fez de Marianne no filme de 1995 com o mesmo título), e o Persuasion é lido pela Amanda Root (fez de Anne Elliot no filme de 1995 com o mesmo título).

EDIT: esqueci-me do Bitten! Mandei vir o Bitten com outros livros do Book Depository, só este chegou ainda. Comprei-o porque tenho tido a autora (Kelley Armstrong) debaixo de olho e porque o livro estava uma pechincha.

domingo, 29 de maio de 2011

Onde é que eu já vi isto?

O tema de hoje não é capas iguais, ou com a mesma foto, mas sim capas com fotografias originadas da mesma sessão fotográfica.

No primeiro caso, temos a similaridade que me inspirou para este post. Quando estava a ler o Em Nome da Memória, da Ann Brashares, olhei melhor para a capa e achei-a algo familiar. Lembrei-me da capa de Tris & Izzie, de Mette Ivie Harrison, que vai sair algures este ano. A pose é a mesma, os modelos (pelo menos a rapariga, já que não dá para ver a cara do rapaz) são os mesmos, só o local de onde o fotógrafo tirou a foto é diferente. Entre os dois, gosto mais do segundo, porque o da Ann Brashares tem demasiadas, hmm, coisinhas na capa. Ele é relevos, e brilhos dourados, e tantos arcos e traçados na capa... Acho que fazem demasiado ruído visual. E tambem acho que a capa é demasiado cor-de-rosa. A crer no segundo livro, a imagem original devia ser bastante rica em cores e o rosa deixa a imagem com um ar desbotado.


O segundo caso veio-me à memória logo a seguir. Temos a capa da edição Australiana de Unearthly, de Cynthia Hand (é a minha favorita, já agora, de todas as disponíveis para este livro até agora), e The Mephisto Covenant, de Trinity Faegen. Penso que o vestido e a modelo são os mesmos, logo é a mesma sessão fotográfica; a pose e o tratamento de Photoshop dado às capas é que é diferente. Gosto mais da primeira, já que os meus olhos são uns esfomeados e não conseguem deixar da olhar para o vestido vermelho e o contraste que faz com o resto da capa.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Em Nome da Memória, Ann Brashares


Opinião: Ok, deitemos as minhas irritações cá para fora primeiro. Continuo a achar que as linhas base do livro são algo similares às do Fallen, tanto que até o nome dos protagonistas é igual. Acho que não tinha sido tão bizarro começar a ler o livro se o nome dos protagonistas fosse outro (até porque, afinal, que obsessão é esta com dar o nome de Daniel a protagonistas masculinos? parece que para onde quer que me vire há um Daniel à minha espera). Aliás, os editores britânicos estão mesmo a fazer por colar este livro ao Fallen, a crer nesta capa.

O que me irrita ainda mais, porque espremido o sumo, este livro não tem nada a ver com o Fallen. Primeiro, porque a Ann Brashares como escritora parece-me bastante mais talentosa - a escrita é algo poética e comtemplativa. Depois, porque tendo em conta a história, o enredo é muito mais imaginativo e bem planeado. No primeiro caso, destaca-se toda a construção à volta da reencarnação e da Memória; no segundo, destaca-se o facto de que não leva à autora 3 livros para dar o essencial sobre os protagonistas.

A construção do livro em capítulos alternados, entre o presente e as vidas passadas de Daniel, atraiu-me para a história; se bem que ia morrendo de impaciência quando me dei conta que o Daniel e a Lucy ainda iam levar algum tempo a reencontrarem-se. Mas, no fim de contas, esta é uma história de amor comovente, com encontros e desencontros entre os protagonistas ao longo do tempo, com obstáculos, sofrimento, ódio, mas também amor, coragem e fé em que se haveriam de reencontrar.

Os tecnicismos das reencarnações dão origem a algumas situações caricatas, como um dos protagonistas ser muito velho e outro muito novo. Mas também é triste, porque Daniel acaba por tomar uma atitude drástica para garantir que reencontrará Sophia (Lucy). É aqui que esperançosamente, muda um pouco de atitude, deixando de viver e registar as suas vidas passivamente para passar a ter em conta que todos com quem contacta ao longo do tempo são merecedores de um pouco de atenção e carinho.

Agora o fim. Eu se fosse a editora americana da Ann Brashares tinha vergonha de publicar este livro sem ter um contrato com a escritora para ela escrever um segundo. Porque se bem que o livro acaba com uma nota de esperança, também deixa as coisas demasiado em aberto para ser um stand-alone satisfatório. Bem, não fiquei exactamente chateada com o final, mas isso é porque tenho uma fé estúpida em que vai haver uma sequela.

Título original: My Name is Memory (2010)

Páginas: 352

Editora: Quinta Essência

Tradutora: Eugénia Antunes

terça-feira, 24 de maio de 2011

O Poço das Sombras, Juliet Marillier


Opinião: Estou aqui a revirar-me para dizer o que achei deste livro. Juliet, porque é que tens sempre de me dificultar a tarefa de opinar sobre um livro??? Bem, este livro começa mais ou menos onde o outro acabou, com o Faolan a tentar cumprir as três tarefas a que se propôs. Tarefa número um - encontrar a família do Deord, personagem do livro anterior. É aqui que basicamente descobrimos um talento escondido do Faolan - tropeçar em mulheres ensarilhadas. Conhece(mos) a Eile, uma jovem com um passado (e presente) terríveis, mas que tem coragem de se libertar dos mesmos - ainda que de uma maneira duvidosa. O que gostei mais nesta personagem é que apesar de tudo o que lhe aconteceu, conseguiu manter a sanidade e algum grau de dignidade e criar uma miúda adorável, com 3 anos, a Saraid.

Adiante. O Faolan e a Eile acabam por viajar juntos porque a tarefa número dois é visitar a família dele, e aqui damos com outra mulher ensarilhada - a Viúva. Sobre esta, só tenho a dizer: síndrome de Estocolmo. Ah, e que foi a responsável directa por um dos momentos em que eu quase tinha um ataque cardíaco só de ler o que se estava a passar. Para quem leu, estou a falar duma cena em que o Faolan está lá na cela e eu começo a gritar cá para mim "para que é que estás a rasgar a camisa? porque é que estás a atá-la? ah o que é que estás a fazer NÃAAAOOOOOO!!!!" e depois abençoadamente a Eile entra em cena.

*respira fundo* Adiante. A tarefa número três é resolvida mais ou menos durante o Inverno/Primavera, com a travessia até Fortriu. É com a caminhada até Monte Branco que estes dois se aproximam, dando-nos alguns momentos fofinhos. (Mas também um em que eu estava dividida entre ficar boquiaberta com a desenvoltura da Eile ou partir-me a rir com um seu pedido... inusitado. Go Eile!) Pelo meio disto, temos algumas cenas em Monte Branco na corte, em que os sarilhos se empilham aos pés do Rei Bridei. Gostei mais destas cenas neste livro porque estavam bem encaixadas com as do Faolan/Eile. Com destaque para a "crise" do Broichan e seu consequente desaparecimento.

Em Monte Branco conhecemos também a mulher ensarilhada número três - Breda. Sobre esta, tenho muitas coisas a dizer, e provavelmente com uma linguagem altamente colorida, por isso vou abster-me de comentar. Se bem que ela é a responsável por eu ter lido as últimas 200 páginas desta edição praticamente a abrir, de tão emocionantes. E aqui tenho de fazer um parêntesis e dizer que adoro os miúdos que aparecem neste livro, Saraid e Derelei. A Saraid porque anda sempre com a boneca atrás e lhe chama Sorry (Saraid) e chama ao Faolan Feeler. O Derelei porque também ainda não sabe pronunciar bem nomes e chama ao Broichan Bawta, e porque mesmo com dois ou três anos consegue fugir do castelo e ir à procura do Broichan. O miúdo é genial! Para além de desejar que a Juliet Marillier escreva um livro com a Ferada, agora estou também desejosa de que escreva um livro do tipo Crónicas de Bridei: The Next Generation. Porque ver os filhos crescidos de quaisquer dos três casais principais destes livros seria altamente espectacular.

Bem, entretanto já perdi o gás, e já não sei que mais maravilhas deste livro enumerar. Em nota final, acho que este livro vai ficar entre os meus favoritos da Juliet, juntamente com O Filho de Thor. E se os livros de Sevenwaters forem ainda melhores que isto, eu sou capaz de cair para o lado por too much awesomeness.

Título original: The Well of Shades (2006)

Páginas: 784 (edição de bolso)

Editora: Bertrand

Tradutores: Irene e Nuno Daun e Lorena

sábado, 21 de maio de 2011

Waterfall, Lisa T. Bergren

I'm submitting this book to the 2011 Debut Author Challenge, hosted by The Story Siren. I'm also submitting this to the YA Historical Fiction Challenge hosted by YA Bliss.


Review: I enjoyed this book a lot. The main character, Gabriella Betarrini, lands herself in the medieval period in Italy, finding herself right away in a fight between two rival groups of knights - the Forelli and the Paratore. She's helped by the Forelli and strangely manages to pass herself as a lady, even though her 21st century ways.

I liked Gabi; she's a stubborn girl, who although sells herself as a medieval lady, insists in sneaking away from the castle at night in search of her sister (from whom she has gotten separated). Happily we are in the medieval period, and cute, gentlemanly knights abound, like Luca and Marcello Forelli - who will be the castle's heir and is pledged to an Italian lady. Of course he and Gabi fall head over heels for each other.

The fact this story happens in Italy is a bonus, and in the medieval period another bonus, as Lisa T. Bergren shows us the less pleasant parts of this time - you use a potty instead of a bathroom, there's no hair conditioner and sickness and death are ever present. The Betarrini sisters themselves will have a active part in all the fighting in the final confrontation, which I though the author wouldn't write in a YA book.

I'm a bit sorry we only see the Betarrini sisters together later in the book, as I'd like to see their sibling dinamics - I though Gabi was the older, but you never know. I also enjoyed to see Gabi grow up, becoming a brave, passionate, self-sacrificing girl.

As for the ending, I wish something else forced the girls to return to the present time, but it was exciting nonetheless, e left many things open to assure they return. Thankfully the second book is almost upon us, but I'm rooting to get a discount (the paperback is a bit expensive, due to the cover's unusual quality).

Opinião: Gostei bastante deste livro. A personagem principal, Gabriella Betarrini, aterra no meio do período medieval em Itália, dando logo com uma escaramuça entre dois grupos de cavaleiros rivais, os Forelli e os Paratore. É acolhida pelos Forelii e estranhamente até consegue passar por uma dama, apesar dos seus modos à século XXI.

Gostei da Gabi. É uma rapariga teimosa, que apesar de tentar passar por uma dama medieval insiste em escapulir-se do castelo Forelli à noite à procura da irmã (de quem se perdeu). Felizmente estamos no período medieval, e parece que os cavaleiros cavalheirescos e giros abundam, personificados nas pessoas de Luca e Marcello Forelli, o último dos quais vai ser herdeiro do castelo e está comprometido. É claro que ele e a Gabi se vão embeiçar um pelo outro.

O facto de isto se passar em Itália é um bónus, e na época medieval outro ainda, especialmente porque a autora nos mostra a parte chata desta época - ir à casa de banho em bacios, nada de amaciador para o cabelo e doenças e morte estão presentes. As próprias irmãs Betarrini vão ter uma mão em toda a luta do confronto final, o que achei que a autora não teria coragem de fazer num livro YA.

Tenho pena que só tenhamos visto as irmãs Betarrini juntas no final, porque gostaria de ver a dinâmica de irmãs delas - deu-me a sensação que a Gabi era a mais velha, mas nunca se sabe. Por outro lado, gostei de ver como a Gabi cresce com a experiência, mostrando-se uma jovem corajosa, apaixonada e com capacidade de sacrifício.

Quanto ao final, preferia que outra coisa tivesse forçado o regresso das irmãs ao presente, mas foi na mesma bastante emocionante, e deixou bastantes coisas em aberto para o regresso das Betarrini. Felizmente o segundo livro está aí à porta, mas estou a torcer para apanhar um promoção (o paperback é um pouco caro devido à qualidade invulgar da capa).

Pages/Páginas: 384

Publisher/Editora: David C. Cook

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sobre o meltdown do Blogger

Um post rápido para mencionar que depois do passanço do Blogger a semana passada estive à espera que repusessem os posts e comentários perdidos algures entre 11 e 14 de Maio (não sei muito bem quanto tempo é que o Blogger esteve "em baixo", e graças às zonas horárias também não sei em que dias começou e acabou, mas penso que foi algures ali no meio). O post que tinha feito voltou, os comentários feitos nesse dia não. Ainda aguentei mais de uma semana esperançosa de que voltassem, mas não. Estou em processo de reposição dos comentários que penso que foram feitos nesses dia (abençoado e-mail que recebes os comentários que são feitos no blog), e a responder, mas se repararem que falhei algum, ou que não respondi a qualquer coisa, sintam-se à vontade para resmungar comigo. xD

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Rapariga do Capuz Vermelho, Sarah Blakley-Cartwright


Opinião: Oh, nem sei bem que dizer. Talvez que este livro ganha o prémio de EPIC FAIL do ano? Não me interpretem mal, não estou a falar do conteúdo, mas da péssima edição. Já sabia da história do "capítulo extra" que só foi publicado online depois do filme sair, e antes de começar a ler este livro até fui buscar o pdf do tal capítulo (supostamente o capítulo 20). Qual não é a minha surpresa quando me dou conta que há um salto na história entre o capítulo 19 (o último do livro) e o 20 (o disponível online)?

É que falta MESMO um bocado de história. Para quem já viu o filme, é especialmente gritante. Fui pesquisar sobre a edição original em inglês e tem 30 capítulos (contando com o capítulo online). Acho que já perceberam o que há de errado com este filme. FALTAM-ME 10 CAPÍTULOS!!! Desculpem o Caps Lock, mas na minha cabeça eu estou mesmo a gritar acerca disto. A minha cópia do livro (e possivelmente toda a edição) não tem os capítulos 20 a 29 da edição original.

Até tentei procurar blogs portugueses que tivessem lido o livro, mas só encontrei um ou dois, e nenhum se queixava disto. Talvez seja só a minha cópia? Talvez não seja tão gritante para quem não viu o filme? Não sei, mas se alguém estiver a ler aí desse lado, não comprem este livro ANTES de verificar se tem cerca de 30 capítulos (29, na verdade), ou se tem mais do que 236 páginas (pelo menos umas 300, para os capítulos que faltam).

Enfim. Quanto ao conteúdo, até gostei do livro. Os primeiros capítulos são uma adição simpática à história do filme, complementando aquilo que sabemos dos persoanagens. O livro em si, pelo menos a parte que li, é todo um bom complemento às atitudes dos personagens no filme e a pequenos pormenores que no filme me escaparam.

A escrita da autora é bastante interessante. Se bem que preferia que ela mostrasse uma (re)aproximação do Peter e da Valerie mais compassada e menos repentina. O livro é bastante fiel ao filme (pelo menos nas partes que li), e até seria uma boa experiência entre ver o filme e ler o livro, mas esta "brincadeira" de faltarem capítulos estragou-me um bocado a experiência.

Título original: Red Riding Hood (2011)

Páginas: 236-252

Editora: Suma de Letras

Tradutora: Ana Maria Guedes

domingo, 15 de maio de 2011

Feira do Livro de Lisboa 2011 (e Aquisições) Parte IV e Balanço

Fui ontem à Feira do Livro com a minha mãe; ela esteve em Lisboa este fim de semana e aproveitei para dar uma voltinha com ela pela Feira. Ela queria comprar o último livro do Luís Miguel Rocha, A Mentira Sagrada, e nesse aspecto não teve problemas, já que havia uma estante inteira só com o livro. Também andámos à procura do livro anterior deste autor, A Bala Santa, e fomos à barraca da Cavalo de Ferro à procura do mesmo.

Apanhámos uma bela surpresa. É que na Cavalo de Ferro disseram-nos que o livro estava descatalogado e que poderíamos encontrá-lo na barraca da Livraria Rodrigues. A minha mãe ficou chocadíssima quando viu que o livro estava a 1€. Lá veio com o livro e eu vim a descer a Feira a tentar explicar-lhe sobre livros descatalogados e outras razões para os livros estarem a estes preços de gritos. (Não que eu seja grande expert nestas coisas.)

Quando passámos pela Presença a descer estava uma senhora a atrair pessoas para uma promoção deles, em que com um código num folheto podemos ir ao site da Presença e oferecem-nos o livro, e só temos de pagar os portes. Eu trouxe o folheto da esquerda na foto e a minha mãe o da direita. Lá terei de experimentar brevemente e ver se consigo usufruir desta promoção.


Andava por lá uma senhora vestida de gueixa a distribuir o marcador que está em baixo. É uma espada samurai, penso, que dá para colocar na bainha desenhada no marcador principal - alusivo à saga Otori, de Lian Hearn. Por falar nisso, a autora estava na Feira e ia haver uma sessão de autógrafos, mas não tive oportunidade de ficar mais tempo na Feira à espera da sessão.

Ainda trouxe uma coisa da Feira que não um livro - uma pena-caneta que a Bertrand andava a oferecer com o livro Crescendo, da Becca Fitzpatrick. Bem, andavam um par de rapazes com asas pretas penduradas às costas a distribui-las na zona da Porto Editora-Bertrand. Andava eu a invejar a caneta só haver nas livrarias Bertrand e afinal ganhei uma de mão beijada. :D


Em balanço da Feira do Livro de Lisboa só posso dizer que foi positivo, acho que aproveitei muito bem as promoções disponíveis e trouxe para casa livros que tinha planeado trazer antes da Feira começar, ou livros que me tinham piscado o olho há que tempos e finalmente tive oportunidade de os trazer para cada. Estive a fazer umas contas do que gastei e comprei e creio que cada livro custou em média cerca de 6,5€, o que é uma boa compra em relação ao preço de venda ao público de muitos deles. Fico aborrecida de ainda não ser desta que adquiro e leio a série Sevenwaters da Juliet Marillier, mas c'est la vie, fica para a próxima. Para o próximo ano, lá estarei no Parque Eduardo VII outra vez.

sábado, 14 de maio de 2011

Paranormalcy, Kiersten White

I'm submitting this book to the 2011 Debut Author Challenge, hosted by The Story Siren.


Review: I'll start with my gushing over cute covers. I loved this one, as it represents the Evie I pictured so closely - and she looks like Scarlett Johansson! (Maybe that's just me.) The cover is gorgeous and lovely.

Evie is a 16-year-old girl who works for IPCA - International Paranormal Containment Agency, an agency responsible for finding, neutering and rerouting paranormals in order to avoid that ordinary people are hurt. As such a young girl, she is important to IPCA because she is the only one in the world that can see through the glamours that paranormals use to desguise themselves.

I liked Evie. She's a girl with a sense of humour, some quirks - she hunts paranormals with a pink taser - , she's brave but yet somewhat näive (she and Lend are so cute). I liked that she was realistic and recognized somethings were better left for adults to deal with.

As for the plot, I enjoyed a lot the first part of the story, as we get to know the main character, Evie, and IPCA, and where we are shown the world in which the story is set. Closely after the middle, the story loses a bit of its strength, with Evie trying to be "normal". But the ending is pretty good, and I was quite curious to learn more about the… uniqueness of Evie. A fun, cute, paranormal book.

Opinião: Para variar, vou começar com a parte gosto-de-capas-bonitas da opinião: não achei muita piada à capa portuguesa, especialmente quanto temos esta capa, que é tão mais interessante e adequada. A personagem principal está muito bem representada e, bem, parece a Scarlett Johansson (se calhar é só a mim que me parece)! É exactamente como eu imaginava a Evie (não como a Scarlett, mas como a modelo da capa).

A Evie é uma jovem de 16 anos que trabalha para a IPCA - International Paranormal Containment Agency, uma agência que encontra, neutraliza e reencaminha seres paranormais para evitar que as pessoas comuns sejam magoadas. Sendo tão jovem, a razão pela qual faz este trabalho é que é a única pessoa no mundo que consegue ver para além dos glamours que os seres paranormais usam para se disfarçarem.

Gostei da Evie. É uma miúda com sentido de humor, idiossincrasias - caça seres paranormais com um taser cor-de-rosa -, corajosa mas ao mesmo tempo algo inexperiente (as cenas com o Lend são fofinhas). Gostei que ela fosse realista e reconhecesse que havia coisas com que deviam ser os adultos a lidar.

Quanto ao enredo, gostei bastante das partes iniciais, em que conhecemos a personagem principal, Evie, e a IPCA, ambientando-nos ao mundo em que se passa a história. Depois do meio, a história perde um pouco de força, com a Evie a tentar ser "normal". Mas o fim é muito bom, e fiquei muito curiosa por saber mais sobre as características… únicas da Evie. Um livro divertido, giro e… paranormal.

Pages/Páginas: 352

Publisher/Editora: HarperTeen

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A Espada de Fortriu, Juliet Marillier


Opinião: Oh Juliet Marillier, porque é que tens que ser tão mazinha com os teus personagens? E, já agora, com os teus leitores? O meu coraçãozinho frágil não aguenta tanta emoção de fazer chorar as pedras da calçada. xD

Este livro foi em muitos aspectos, tipicamente da Juliet - épico, emocional, cativante e mágico. Dado que a série se chama As Crónicas de Bridei, pudemos acompanhar a corte do Rei Bridei 5 anos após O Espelho Negro, ao se preparar para a guerra com o intuito de expulsar os Celtas. É aqui que entra a Ana - princesa de sangue real, é enviada para assegurar uma aliança com um chefe tribal que poderá pender para o auxílio aos Celtas.

É aqui que aparece uma coisa idiota - mandar uma noiva quando o homem ainda não a aceitou? Não importa a pressa em assegurar a aliança, foi mesmo idiota e achei que o Bridei seria mais inteligente que isso. Podiam ter pensado num monte de outras coisas que assegurassem que o chefe tribal estaria do lado deles sem ter de mandar a pobre da Ana sem saber se era aceite ou não.

Adiante. A viagem corre terrivelmente mal e a Ana e o Faolan (o super-espião-assassino-e-sabe-se-lá-mais-o-quê-sem-sentimentos do outro livro) ficam sozinhos e a ter de ir a pé até Briar Wood, o reduto do chefe tribal. Descobrimos que a Ana até é uma jovem inteligente e corajosa (ao contrário do que o Faolan pensa) e o Faolan tem - gasp! - sentimentos (ao contrário do que a Ana pensa). Gostei desta parte.

Briar Wood também não é o local que esperavam e Alpin, o chefe tribal, um bronco idiota violento cruel que me deu mesmo vontade de o eliminar da história. Briar Wood está marcado por uma espécie de acontecimento horrível cujo desfecho eu suspeitei logo que não estava assim tão bem contado. Mas gostei bastante desta parte, de ver desvendar aos poucos que tipo de local Briar Wood era e que tipo de homem Alpin (não) era (mas que curiosamente o seu irmão já será).

Chegamos à parte que eu não gostei. Estou a criar um (bem, é uma palavra forte, mas vai mesmo assim) ódio a romances instantâneos, que muitas vezes soam a vazios, e não gostei de ver a Ana, que eu tomava por uma moça inteligente e com a cabeça no lugar, perder-se de amores pelo Drustan quase mal lhe põe a vista em cima. Senti-me defraudada, que talvez fosse o que a autora queria - pôr-nos no lugar do terceiro lado do triângulo amoroso, que neste caso é o coitado do Faolan.

O que me leva a outro, hm, ódio literário - triângulos amorosos. A certa altura eu já estava a rezar para que a viagem de volta de Briar Wood acabasse, porque aquilo parecia um jogo de "ora vamos lá ver quanto tempo é que o Faolan (e o leitor) aguenta a segurar a vela". Que tortura ter de aturar a Ana a choramingar porque o Drustan não tinha vindo ter com eles (ela). Não admira que toda a gente fale do Faolan - com o que teve de aturar, o homem devia ser elevado a santo.

Esta parte só se salva porque tem dois momentos extremamente emocionais-de-fazer-chorar-as-pedras-da-calçada - nomeadamente, a partida do Deord e a narrativa do Faolan. Foram daqueles momentos em que precisava de virar só mais uma página porque tinha mesmo de saber o que se tinha passado.

Do outro lado da narrativa, acompanhamos o Bridei e os seus homens enquanto partem para a guerra (para expulsar os Celtas, blablabla), e acompanhamos os que ficam na corte, em Monte Branco. Gostei também desta parte, particularmente de acompanhar os que ficaram para trás. Achei extremamente interessante o desenvolvimento entre a Tuala e o Broichan (e mais não digo).

E (re)descobri uma personagem favorita - a Ferada, uma jovem com uma força de carácter extraordinário e que sabe o que quer. Se a Juliet não escreveu para ela nada de especial no 3º livro, espero que ainda tenha oportunidade de escrever mais um livro desta série e dedicá-lo à Ferada, se se justificar, que ela até merecia.

Em suma, até gostei bastante deste livro. Só acho que o par romântico que saiu daqui não me vai ficar na memória, porque não há nada que os houvesse destacado - não os vimos muito tempo juntos, não se puderam redimir um ao outro como parece que acontece com muitos dos casais nos livros da Juliet, ... Mas parto para o terceiro livro esperançosa que a Juliet me dê a volta quanto a estes dois, e quanto ao Faolan também, que ninguém merece ficar com o coração destroçado e com o peso que este carrega.

Título Original: The Blade of Fortriu (2005)

Páginas: 672

Editora: 11x17

Tradutor: Luís Miguel Santos

Feira do Livro de Lisboa 2011 (e Aquisições) Parte III

Tal como na semana passada, eu e a minha irmã fomos à Hora H na Terça-feira à noite, só que um pouco mais cedo desta vez. Em cima (e também mais abaixo) temos uma foto tirada por mim à chegada (e um pouco mais tarde) com a máquina da minha irmã - ou seja, não está grande coisa porque não me entendo muito bem com a máquina (ainda). Desta vez fomos mais cedo porque a minha irmã queria aproveitar a promoção do "leve 4 pague 3" da Leya nuns livros que não eram abrangidos pela Hora H.

Passeámos por toda a Feira mais uma vez, pois também eu comprei umas coisas que não eram abrangidas pela Hora H (mas cujo preço era tão ou mais baixo do que se tivessem sido compradas na Hora H). Devo dizer que antes da Hora H me pareceu que estavam mais pessoas do que na semana passada. E, pensando bem, durante a Hora H também. Acho que o facto de nesta semana o tempo estar melhor tem ajudado. Até encontrei duas amigas da faculdade e tudo (uma até comprou um livro que recomendei :D).

Agora tenho que me queixar duma coisa: fiquei mal impressionada com as bancas da Porto Editora-Bertrand. Espero que aquilo que vi não seja prenúncio do que há de vir, porque se os livros da parte da Porto Editora estavam bem representados, os da Bertrand nem tanto. O lado editorial da Bertrand até tem um fundo de catálogo mais alargado, seria de esperar que estivesse melhor representado.


Falando de casos concretos, eu ia preparada para gastar o meu dinheirinho nos 4 livros da Juliet Marillier que me faltam, que são os 4 de Sevenwaters que a Bertrand tem editados, e nada. A semana passada na Terça-feira tinham estes livros, mas no Domingo já não os tinham, e ontem Terça-feira nada tinham feito para os repôr. Os únicos que haviam da Juliet por lá eram O Filho de Thor e O Poço das Sombras.

Também andei à procura de dois livros da Meg Cabot que me faltam da série O Diário da Princesa, são os dois últimos, mas apenas encontrei um pack com os três primeiros e um companion, As Lições da Princesa e dois da série Mediadora (o que só me lembra que a Bertrand só me dá desgostos e ainda não publicou os últimos dois desta série).

Enfim. Lá porque estamos a 4 ou 5 dias de a Feira acabar não quer dizer que eles tenham que ter pouca variedade nos livros que têm disponíveis (não são só as novidades que merecem estar destacadas na Feira), mas honestamente foram eles que perderam, já que provavelmente vou esperar um ano para os comprar e não venderam mais 4 livros graças a isto. Ou 6. Ou 7, já que uma das minhas amigas também não encontrou um livro da Bertrand que queria, e pelo qual foi de propósito à Feira. Estão a ver onde isto leva?

Bem, no fim disto tudo, as minhas aquisições foram:


O primeiro, Crimes de Resolução Rápida, faz parte de uma colecção da editora Replicação de mistérios e quebra-cabeças muito giros que tenho vindo a comprar. O segundo é fruto da Hora H e o único que me faltava em português da J.K. Rowling. O terceiro foi a única coisa que trouxe da Bertrand (também na Hora H), porque me despertou o interesse há uns tempos. Os três seguintes, do Guy Gavriel Kay, porque estavam a 8€ cada (isto fora da Hora H) e porque sempre tenho mais qualquer coisa do autor até o próximo sair (em 2012). Além disso, tempos houve em que me foram bastante recomendados. Os quatro a seguir estavam na Saída de Emergência a 5€ cada um (também fora da Hora H), e tinha-os na wishlist há que tempos. O último foi oferta nesta banca.

A minha mana também quis que mostrasse outra vez os livrinhos dela (cá para mim quer é que eu mostre que ela é que tira umas fotografias decentes, via exemplo abaixo :P), e, bem, aqui vão:


Os primeiros dois são fruto da Hora H da Bertrand e os três a seguir da Hora H da Leya. Os últimos quatro são da promoção "leve 4 pague 3" da Leya. Como vêem, a minha mana também aproveitou muito bem as promoções que tinha à mão e trouxe uns quantos romances históricos para casa, entre outros.

terça-feira, 10 de maio de 2011

The Van Alen Legacy, Melissa de la Cruz


Opinião: Passou-se um ano desde o último livro. Um opção curiosa da parte da autora que acaba por ser cativante, já que permite ver algumas evoluções nos personagens e os leva a diferentes locais; consegue sentir-se o maior perigo em que estão. Por exemplo, a personagem Mimi, que para mim era só uma miúda mimada e rica, finalmente ganha nuances.

Por sua vez, gosto cada vez mais de Schuyler e do seu percurso, e não consigo deixar de me identificar com as suas escolhas. Já os capítulos de Bliss não me pareceram muito interessantes, pois ela parecia uma ovelhinha assustada até ao fim, quando ganha algum relevo. Sei que a autora planeia, ou está a escrever, spin-offs desta série, e consigo já no final deste livro ver alguns personagens a encaminharem-se para os ditos spin-offs.

Uma coisa que me deixa intrigada são os personagens masculinos. Como os capítulos são escritos do ponto de vista das raparigas (Schuyler, Mimi e Bliss), o que sabemos de personagens como Jack e Charles Force é demasiado pouco e deixa os seus motivos e interesses no domínio do insondável.

Não consigo deixar de mencionar a mitologia que a autora vai delineando livro a livro, e o enredo, que nos reserva algumas surpresas. O clímax final passa-se num cenário inusitado e os desenvolvimentos finais atiçam a curiosidade para o próximo livro. Também estou interessada em cuscar o companion Keys to the Repository e ver se é um bom complemento para a série.

Páginas: 400

Editora: Atom

domingo, 8 de maio de 2011

Feira do Livro de Lisboa 2011 (e Aquisições) Parte II

Hoje o pretexto para ir à Feira do Livro era um encontro do fórum Bang!. Cheguei à FdLdL um pouco mais cedo e ainda dei uma volta rápida por algumas bancas para pensar na minha próxima Hora H, mas de seguida dirigi-me à banca da Saída de Emergência, o ponto de encontro combinado com o pessoal do fórum. Devo dizer que é reconfortante fazer parte de um fórum onde posso discutir livros que quase ninguém que eu conheça offline leia, e é sempre interessante poder encontrar ao vivo algumas das pessoas com troco ideias online.

Alguns de nós fizeram compras na banca da editora, e ainda tivemos oportunidade de pedir um autógrafo ao escritor Bruno Matos; depois passeámos pela feira... com destaque para uma visita a um alfarrabista (com a falência da editora Difel, livros como a série O Primeiro Homem de Roma da Colleen McCullough ou a série sobre Avalon da Marion Zimmer Bradley estão a preços muito mais acessíveis); e depois ao espaço Leya, onde chegámos à conclusão que em muitos livros até rende aproveitar a Hora H.

Pouco depois tive de deixar o pessoal, já que a minha irmã vinha também à Feira de tarde e queria dar uma voltinha com ela. Espreitámos algumas bancas da Leya, e ainda passeámos pela feira um pouco, mas não chegámos a comprar nada, já que havia tanta gente, e a confusão era tanta... Chegámos à conclusão de que somos mais moças de vir à Feira noutras alturas, como durante a semana, ou à noite durante a Hora H, em que a confusão é menor e pode-se ver melhor os livros.

Penso que ninguém diria que se está em crise, blá blá blá, ao ver a quantidade de gente na Feira (a minha irmã jura a pés juntos que estava mais gente hoje do que em qualquer dia em que tenhamos vindo no ano passado), e grande parte das pessoas que passeavam no Parque Eduardo VII traziam um saquito com livro(s). Imagino que as pessoas gastem é menos e com maiores e/ou melhores critérios de escolha. No fim, antes de virmos embora, ainda passámos por uma banca de gelados e pude trazer um geladinho do Ben & Jerry's, delicioso, do sabor Chocolate Fudge Brownie (ver foto aqui ao lado). São uns potezinhos pequeninos, a 2,5€, mas muito saborosos.

Entretanto as minhas compras resumiram-se ao que trouxe da banca da Saída de Emergência logo no início da tarde:


O primeiro a preparar-me para a leitura conjunta no fórum Bang! que penso que vamos fazer, o segundo porque estou a gostar do que leio da colecção Teen e quero ir espreitando mais autores portugueses (e estava a 5€), e o terceiro foi oferta de "três pelo preço de dois". É o segundo da série, por isso pergunto-me se haverá problema em lê-lo sem ter lido o primeiro. Tenho que pesquisar.

sábado, 7 de maio de 2011

Revelations, Melissa de la Cruz


Opinião: Estando eu a ler esta série quase de seguida, que mais posso dizer sem me repetir? Já disse que adoro a mitologia única criada pela autora. A maneira como desenvolve o enredo também se destaca para mim, já que parece que estamos a revelar sucessivas camadas da história. A história tem tudo para assumir um tom épico em alguns momentos, e espero que esse tom épico evolua para cenas verdadeiramente trágicas nesses momentos.

Outra coisa em que tenho vindo a pensar é que a mitologia única da história permite que a autora desenvolva relações e comportamentos que seriam considerados altamente reprováveis na nossa sociedade; isto tudo enquanto que se coloca jovens a fazer coisas que um jovem de 15, 16, 17 anos não poderia fazer na vida real. Se é isto bom? Não tenho a certeza, mas talvez permitirá um poder escapista mais destacado por permitir vivenciar certas coisas.

A autora continua a levar-nos por caminhos algo inesperados. Neste livro, por exemplo, fiquei deliciada com o comportamento dúbio da Schuyler. Por outro lado, o percurso desta personagem faz-me reflectir no peso do destino e da mitologia no comportamento dos personagens.

Adoro as pequenas adições de documentos do Repository, que complementam a acção e dão pistas sobre o enredo. Estou muito curiosa para espreitar o companion que a autora publicou, Keys to the Repository, que promete complementar este tipo de coisa. Outro ponto forte da história é a autora focar mais no fim o Rio de Janeiro, e até acertar na maior parte do português (se bem que houve coisas que aparecem mais em espanholês).

Páginas: 288
 
Editora: Atom

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Onde é que eu já vi isto?

Ora hoje temos mais capas parecidas... Bem, no primeiro caso, uma das imagens não bem é uma capa, é uma publicidade.


Achei divertidíssimo que a senhora na capa de Uma Aposta Perversa, de Emma Wildes, da Planeta, apareça também num anúncio da Caras de Setembro de 2009... O pormenor das pulseiras todas modernaças no pulso da senhora é demais. Crédito para a minha irmã nesta descoberta, já que ela é que estava a folhear a revista e deu-se conta desta coincidência.

O segundo caso prende-se com uma imagem que suspeito que seja de um pintor conhecido ou algo do género, pois a imagem é bastante usada... Lembra-me nesse aspecto as imagens do John William Waterhouse usadas nas capas dos livros de Sevenwaters da Juliet Marillier.


Ora aqui temos, da esquerda para a direita: O Manuscrito Perdido de Lord Byron, de John Crowley, da Saída de Emergência; Também Aqui Moram os Deuses, de João Carlos Silva, da Chiado Editora; e A vontade de representação, de Bernardo Pinto de Almeida, da recentmente extinta Campo das Letras. Alguém conhece a imagem original, se é de algum pintor/movimento de arte conhecido?

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Unholy Ghosts, Stacia Kane [audiolivro]


Opinião: A minha opinião sobre este livro tem duas vertentes, já que o li (ouvi) em formato audio - a vertente conteúdo e a vertente forma (audio). Começando pela parte audio, devo dizer que foi quase uma odisseia. Logo no início pus-me a ouvir o audiolivro no leitor de CDs portátil enquanto lavava a louça e dei-me conta que cada vez que o bendito leitor levava uma pancadinha, ou mesmo um toque leve, o CD parava e voltava ao início.

Corrigi isso passando as faixas dos CDs para o leitor de mp3. Mas esta primeira parte provou-me que é óptimo usar as alturas de tarefas domésticas para ouvir o audiolivro. Eu que não gosto de passar a ferro fi-lo com gosto com este livro. Depois meteu-se a semana da Páscoa pelo meio e não consegui adiantar nada nesta leitura. Quando voltei a ouvir senti-me um nada perdida, mas consegui situar-me rapidamente.

Agora quanto à experiência audio propriamente dita: gostava de ter um glossário/suporte escrito de algumas palavras/locais/nomes de personagens, porque por vezes ficava na dúvida sobre como se escreviam. A maneira como a pessoa que leu o audiolivro dá para distinguir entre homens e mulheres, e tinha mesmo uma "voz" para a personagem principal.

Acho que dispensava era os sotaques um pouco exagerados, que só dificultavam a compreensão do que os personagens diziam e me soavam a falsos. Sou também um bocado "cabeça no ar", e parece-me que apreendo melhor o enredo de um livro a ler do que a ouvir, mas classifico esta minha primeira experiência com audiolivros como relativamente boa e interessante e estou disposta a experimentar mais vezes para ver no que isto dá.

Quanto ao conteúdo, devo dizer que achei muita piada à personagem principal, com grandes falhas e sempre metida em sarilhos, mas corajosa e sempre rodeada de tipos duros, numa boa heroína da fantasia urbana. O enredo agradou-me e fez sentido e ficou bem resolvido no fim, o que é sempre um bónus. Este mundo chamou-me a atenção na sua construção e fiquei interessada em ler mais da série, se bem que da maneira que as coisas acabaram podia não haver mais livros que como leitora também ficava satisfeita.

Páginas: sem efeito; tem 11 horas distribuidas por 9 CDs.

Editora: Blackstone Audio

Lido por: Bahni Turpin

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Feira do Livro de Lisboa 2011 (e Aquisições) Parte I

Graças à chuva e ao trabalho da faculdade ainda não tinha tido oportunidade de ir à Feira do Livro. Ainda bem que persuadi a minha irmã a ir comigo mais à noite, pois ontem tivemos uma perspectiva definitivamente diferente da Feira. Estou neste momento cheia de pena de não ter chateado a minha irmã para levar a máquina fotográfica.

Quando chegámos ficámos espantadas por o espaço do Parque Eduardo VII estar pouco iluminado, visto de longe. Mas ao passear entre as barracas há iluminação suficiente para se ver, e bem, os livros. Os espaços dos grandes grupos editoriais destacam-se - a Leya e a Porto Editora-Bertrand com o mesmo estilo de coisa, as barracas em que se pode entrar e todas viradas para a praça central onde está o balcão de pagamento; a Babel com o seu "comboio", uma ideia interessante e que protege da chuva, mas que não me apelou por aí além.

Fez-me falta ver as barraquinhas todas umas ao lado da outras, todas iguais mas ao mesmo tempo diferentes (pelo conteúdo). Parece que em 2013 vão mudar o modelo da Feira. Fico curiosa. Espero sinceramente que seja para melhor, tanto para os grandes grupos editoriais como para as pequenas editoras.

As barracas actuais são muito pouco amigas das pessoas baixinhas (tipo eu). Não basta ter de estar em bicos de pés para pagar, como para ver os livros naquelas plataformas laterais é quase impossível, a não ser que ponham um estrado para uma pessoa subir. Mas a parte importante da noite ainda estava para vir. Quando chegámos, não havia muita gente na Feira, mas ao chegarem as 22h e começar a Hora H as pessoas parece que saíram das tocas e encheram a Feira.

Devo dizer que a Hora H é uma iniciativa muito interessante. Enche a Feira àquela hora (não fazia sentido estarem abertos até às 23h se não houvesse algum tipo de chamariz), as editoras podem fazer "voar" (e os livros em certas bancas pareceram mesmo voar das prateleiras) alguns livros, e os leitores podem usufruir dum desconto espectacular em livros que há muito queriam comprar mas cujo preço os afastou (falo por mim).

A Hora H é uma iniciativa em que as editoras aderentes põem os livros não abrangidos pela Lei do Preço Fixo (livros cuja 1ª edição tenha sido há mais de 18 meses) a descontos a partir de 50%. Pelo que me dei conta, as editoras com maior peso no mercado levam isto à letra (a Presença e a Europa-América, onde comprei livros, a Leya também, penso eu, a Porto Editora-Bertrand também - até tem livros a 50% e a 70%); as editoras mais pequenas terão alguns livros nessa categoria a grandes descontos (não todos).

Atenção que isto é uma generalização e como em todas as generalizações, haverá excepções. Não visitei assim tantas bancas durante a Hora H, aproveitando apenas para comprar alguns livros que estavam na wishlist há séculos. No entanto vale a pena consultar a lista de editoras aderentes e ir dar uma olhadela, oh se vale. Para a semana, estou lá outra vez, que só quando me vinha embora é que descobri que a Porto Editora-Bertrand tinha a trilogia Sevenwaters da Juliet Marillier incluida na Hora H. Para a próxima vem comigo.

Outro destaque que faço é a tenda dos pequenos editores, que estão representados pela distribuidora, ao que sei. Também aqui se encontram algumas pechinchas e livros interessantes. Posso dizer que tanto eu como a minha irmã trouxemos livros desta tenda. Cuidado é com os pés, que o estrado de madeira é um pouco instável e uma mesa inteira de livros veio abaixo enquanto lá estavamos (não, não fui eu). Acho que o estrado devia estar um bocado instável e com as pessoas a passar aquilo tombou. Foi uma peripécia... singular, no mínimo, estar a passar ali e de repente um montão de livros se espalhar à nossa frente.

Quanto às minhas aquisições:


Aquele pequeno lá em cima é da saga de Terramar da Ursula K. Le Guin, o primeiro, que me faltava, na edição antiga da colecção Argonauta da Livros do Brasil (esta colecção está a 1€). Os três seguintes são antologias de contos de autores portugueses de fantástico/ficção científica/terror, e estavam disponíveis na tenda dos pequenos editores.

Os dois seguintes são da Europa-América, cortesia da Hora H, já que acho os preços dos livros nesta editora um pouco altos. O Hobbit vergonhosamente nunca li, apesar de ter lido O Senhor dos Anéis, mas o filme já está a ser rodado e qualquer dia está aí, portanto mais vale pôr mãos à obra.

Os últimos quatro livros da pilha são da colecção Via Láctea da Presença, livros que me interessaram mas por qualquer razão me escaparam e que aproveitei a Hora H para comprar. O pauzinho ali ao lado é um marcador de madeira com uma flor de feltro, comprado aos escuteiros que andavam por ali a vendê-los.

A minha irmã quando soube que eu ia fazer um post para a feira do livro também quis tirar uma foto aos livros que comprou; aqui ficam:


O segundo comprou para uma amiga, e o primeiro e terceiro na Presença na Hora H. O quarto foi uma oferta 2=3 na Saída de Emergência na compra do quinto e sexto. O sétimo e oitavo foram comprados na tenda dos pequenos editores a 5€ cada um; são romances históricos (com forte peso no romance). Também comprou um marcador aos escuteiros.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sangue Mortífero de Charlaine Harris


Opinião: Este livro começa com a "saída do armário" dos metamorfos, tal como já tinha acontecido com os vampiros. Uma situação que tem uma resposta pacata dos habitantes de Bon Temps, aparentemente, até que um metamorfo aparece morto no bar de Sam, o Merlotte's. Entre resolver a situação com o Eric (e consequente "evolução" das coisas), o receio de que hajam mais represálias para os metamorfos em Bom Temps e a iminente guerra das fadas (que tem o seu clímax no fim deste livro), Sookie tem as mãos cheias.

Gostei muito deste livro, e deve tornar-se um dos meus favoritos da série. Primeiro, a Sookie resolve (ou não resolve) as coisas com o Eric, culminando nalguns momentos há muito esperados pelos fãs. Além de que o choque entre a mentalidade vampírica de Eric e a mente mais mundana de Sookie pareceu-me bastante divertido.

A situação em redor do metamorfo morto no Merlotte's tem um desfecho pouco usual, mas algo típico da Charlaine Harris, e acaba inusitadamente ligado ao 3º ponto do enredo, a guerra das fadas. Este enredo tem o ponto máximo mesmo no fim deste livro, e foi aquele de que gostei mais, pois demonstra-nos acima de tudo que a Sookie é uma humana, rodeada de seres extraordinários.

Creio que as repercussões desta situação poderão reverberar durante os próximos livros da série, se bem que também vejo a Sookie como uma rapariga forte e capaz de lidar com muita coisa. Mas fiquei triste com a partida de alguns personagens secundários significativos, pois não estava à espera. Em suma, uma adição muito expressiva à saga.

Título original: From Dead to Worse (2009)

Páginas: 252
 
Editora: Saída de Emergência

Tradutor: Renato Carreira

domingo, 1 de maio de 2011

Uma imagem vale mil palavras: A Rapariga do Capuz Vermelho

Serve este post de mote a uma nova rubrica, para quando eu for ver um filme/série baseado em livro (ou vice-versa) e quiser queixar-me sobre o mesmo dar a minha opinião. Vou tentar queixar-me dar a minha opinião sem dar grandes spoilers.

O filme que começa esta rubrica é A Rapariga do Capuz Vermelho. Este filme gerou logo algum celeuma antes de ser lançado; por um lado, os cépticos etiquetaram-no como um sucedâneo de Crepúsculo; por outro, a adaptação a livro que não continha o capítulo final de modo a ocultar a identidade do lobo mau até o filme sair deixou muito boa gente de cara à banda.

Confesso que fui ver o filme um pouco céptica. Mais céptica fiquei ao ver os primeiros minutos, em que para se estabelecerem as relações do filme nos perdemos num pântano YA lamechas. Além disso, o filme de início parecia-me algo "artificial", como se tudo estivesse ligeiramente fora de tom, como se algo falhasse em me fazer acreditar que aquilo era real (como os filmes devem fazer).

Felizmente com as primeiras matanças do lobo e com a chegada do Padre Solomon (personagem do Gary Oldman) as coisas aquecem e toda a gente começa a desconfiar de toda a gente; aí sim, comecei a gostar mais.

Mais para o fim o filme emula o conto (o que deixou toda a gente a fazer ruídos na sala de cinema, seja de Ohhhh! ou de Blergh! - se virem vão ver porquê); um toque necessário, ou não fosse este um retelling de O Capuchinho Vermelho. A identidade do lobo - bem, cheguei a suspeitar dessa pessoa, mas felizmente não era um dos suspeitos mais "óbvios" para mim, portanto permitiu-me apreciar a revelação.

O final... epá, eu sobrevivia sem os últimos 10 segundos, que nos afundam no pântano YA lamechas à lá Crepúsculo outra vez e não fazem nada pela história. Para mim, o final estava óptimo sem eles. Os contos de fadas originais são, na verdade, bastante sombrios e nem sempre com finais felizes, por isso tinha sido uma melhor adaptação sem esses segundos.

Os actores... acho que a pobre da Amanda Seyfried não podia fazer grande coisa com o papel, porque a Valerie parece mais reagir do que propriamente agir, portanto a actriz não podia respirar no papel. Fez o que pôde. O Gary Oldman é, bem, o Gary Oldman. Apesar do papel, ele dá-lhe estilo.

O Billy Burke (personagem: pai da Valerie)... eh, eu sabia que havia uma razão para eu ter gostado dele no Crepúsculo. Aqui gostei ainda mais. E adorava que a Catherine Hardwicke não tivesse dito ao Shiloh Fernandez (papel: Peter, um dos borrachões da Valerie) para encarnar o seu melhor Robert Pattinson.

Cinematograficamente, o estilo de filmar e a atmosfera/cenário pareceram-me bastante o estilo de coisa que a realizadora usou no Crepúsculo (e que foi o que me fez gostar desse filme). Aqui também gostei, achei que era adequado ao filme. É a atmosfera, o uso das cores e de alguns ângulos de câmara que dão dramaticidade à história, já que o enredo se perde um bocado.

Em suma, um filme ok, e uma adição aos retellings de contos de fadas, mas eu sobrevivia sem os primeiros 15 minutos e os últimos 10 segundos, que acabam por dar alguma razão aos cépticos naquela acusação de ser um sucedâneo de Crepúsculo. Não é que se esteja a contar a mesma história, mas algumas coisas no filme parecem mesmo feitas para agradar ao mesmo público-alvo. Espero ler em breve o livro, para poder fazer a comparação.