domingo, 31 de julho de 2011

Dia 21 - Melhor citação (descrição)

Para esta vou também recorrer a Jane Austen, e usar a primeira frase de Orgulho e Preconceito, que por este andar deve ser das mais memoráveis e usadas de sempre:

"It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife."

A citação no Goodreads.

sábado, 30 de julho de 2011

Aquisições - Julho 2011

Aqui vão as aquisições do mês:


- Alera, de Cayla Kluver e A Caixa, de Richard Matheson
Comprados com vales de desconto e afins, ficaram-me por uns 10€ (os dois).

- Despertar do Crepúsculo, Anne Bishop; Beijo do Ferro, Patricia Briggs; O Punhal do Soberano, A Vingança do Assassino, A Demanda do Visionário e O Regresso do Assassino, de Robin Hobb
Comprados em promoções do tipo "leve 3 pague 2", os 3 primeiros na Fnac online e os 3 últimos no site da editora. Finalmente tenho (quase) todos os livros da Robin Hobb publicados, é ir lendo e perder-me neste mundo fantástico.


Os meses de Verão são cada vez mais dominados pelas promoções de livros em revistas e jornais, e este Verão não tem sido excepção:

- Romeu e Julieta, William Shakespeare; Tristão e Isolda, Joseph Bédier; A Idade da Inocência, Edith Wharton; Orgulho e Preconceito, Jane Austen
Livros da colecção recentemente distribuida pela revista Focus. Têm capa dura, um bónus, e a 1,99€ cada, foram uma pechincha.

- Papá das Pernas Altas, Jean Webster; Uma Rapariga à Moda Antiga, Louisa May Alcott; Amores de uma Solteirona, Lilian Bell
Livros da colecção distribuida pela Nova Gente (1,99€ cada). São livros de escritoras na viragem do século XIX para o XX, com umas capas giríssimas, e têm sido engraçados até agora. Ah, e créditos à minha mãe, que me tem oferecido os livros, já que costuma comprar a revista.

- Contos: Român­ti­cos, Espantosos, Vampiros, Lendários, Divertidos, Misteriosos, Guerra, Imaginários, Coragem, Comédia Social, Crime, Fantasmas, Amizade
Livros da colecção Biblioteca de Verão DN/JN. Pequeninos mas com uma edição mais agradável à vista e de melhor qualidade que o ano passado.

À parte as colecções de Verão, temos:

- Vampire Knight 1 e Vampire Knight 3, Matsuri Hino
Têm sido uns mangas interessantes, vamos lá ver se consigo adquirir os seguintes.

- Kiss Me Deadly, antologia editada por Tricia Telep; Leviatã, Scott Westerfeld
Ganhos em passatempos. Lol, alguma vez tinha de ter sorte. O primeiro foi ganho num dos concursos que a Rachel Vincent costuma organizar no seu blog. Muito simpática; ela costuma contactar os vencedores logo mas eu não tinha recebido mail nenhum. Enchi-me de coragem (sou algo atadinha nestas coisas) e mandei-lhe um mail a perguntar se tinha acontecido alguma coisa, ela respondeu logo que pensava que me tinha contactado, mas afinal esqueceu-se. O livro acabou por chegar numa semana. Aprende, Amazon.com, que é para a próxima (se houver) não me dizeres que levas um mês e meio a entregar livros. O Leviatã, na verdade, foi a minha mana que ganhou, mas como eu é que tinha mais interesse no livro, ofereceu-me.

- Jane Eyre, Charlotte Brontë
Este comprei por preguiça, porque tenho uma edição em inglês, e não estou muito virada para ler nessa língua; e por pirraça, porque me irrita solenemente que as 3 edições recentemente lançadas em português (pela Presença, pela Europa-América e pela Relógio d'Água) custem todas, sem excepção, mais de 20€ (chegando aos 26). Há livros com mais do dobro do tamanho e nem assim custam mais de 20€ (O Nome do Vento, Patrick Rothfuss, por exemplo). Alguém me explica esta aberração, num livro que está em domínio livre? As edições vêm com folha de ouro, por acaso?

- Voyager, R'lyeh Dreams
BD, só tive tempo de folhear, mas visualmente cativou-me o olhar.

Dia 20 - Melhor citação (diálogo)

Não tenho o hábito de apontar citações, e só recentemente comecei a usar o serviço de quotes do Goodreads, por isso vou referir na categoria de hoje e de amanhã duas citações memoráveis para mim, e para isso vou recorrer à Jane Austen, que tem sempre umas boas tiradas.

A citação de hoje é do livro Persuasão. Os dois personagens principais, Anne Elliott e Capitão Wentworth, estiveram comprometidos há 8 anos atrás, mas ela quebrou o compromisso por influência da família e amigos, por acharem que ele era um pobretanas e sem perspectivas. Passados 8 anos, voltam a cruzar-se numa série de peripécias.

Nesta cena, estão ambos a ansiar um pelo outro, mas convencidos que não têm hipótese de o outro ainda estar interessado. A Anne está a conversar com outra pessoa sobre homens e mulheres e quem é mais ou menos constante em termos de afectos e diz uma coisa deliciosa, já que empurra o Capitão Wentworth para se declarar outra vez, através uma carta magnífica. Aqui vai o que a Anne diz:

"Oh!" cried Anne eagerly, "I hope I do justice to all that is felt by you, and by those who resemble you. God forbid that I should undervalue the warm and faithful feelings of any of my fellow-creatures! I should deserve utter contempt if I dared to suppose that true attachment and constancy were known only by woman.
No, I believe you capable of everything great and good in your married lives. I believe you equal to every important exertion, and to every domestic forbearance, so long as--if I may be allowed the expression--so long as you have an object. I mean while the woman you love lives, and lives for you.
All the privilege I claim for my own sex (it is not a very enviable one; you need not covet it), is that of loving longest, when existence or when hope is gone."
A citação no Goodreads.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dia 19 - Livro em cujo universo habitarias

Andei às voltas a pensar nesta categoria e, de repente, pensei em Terre D'Ange da série Kushiel de Jacqueline Carey. O mundo descrito nestes livros é próximo da Europa renascentista que conhecemos. No lugar daquilo que conhecemos hoje como França, temos Terre D'Ange, um local cuja religião tem as suas raízes no cristianismo e que venera um conjunto de anjos que desceram dos céus para acompanhar Elua.

Estes viajaram por toda a Terre D'Ange e diz-se que todos os D'Angellines são descendentes deste grupo de companheiros de Elua. Um dos preceitos fundamentais da religião D'Angelline é "ama à tua vontade", criando uma sociedade sexualmente liberal e muito tolerante. A maneira como a sociedade D'Angelline se organiza é fascinante, mas também não me importaria de viajar pelos outros países, pois seria deveras interessante conhecer os outros locais e sociedades que Jacqueline Carey descreve nos seus livros.


Crédito ao site Kushiel's Debut pelo primeiro mapa, que mostra Terre D'Ange e pouco mais, os locais em que Phèdre, a protagonista se move em O Dardo de Kushiel e A Marca de Kushiel; e crédito ao site Terre D'Ange Mush pelo segundo mapa, que mostra muitos dos locais que Phèdre visita em A Eleita de Kushiel e A Promessa de Kushiel.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

The Iron Witch, Karen Mahoney

I'm submitting this book to the 2011 Debut Author Challenge, hosted by The Story Siren.

Review: I wanted to like this book, and I did in part, but there were just so many things that I felt were flawed. For starters, I could never identify with the characters and their feelings and motivations; there seemed to be a curtain between me and them, because there isn't enough development to make me care for them.

The use of 3rd person didn't help - between chapters there where those entries from Donna's journal written in the 1st person point of view, and when I continued to read another chapter with the 3rd person, I felt it was hard to reenter the story. I also felt that the writing was leaning too much in the telling us things part, instead of showing us those things.

In the first two thirds of the book it seems like nothing happens. Donna hangs around with Navin and meets Xan a few times, but not enough foreshadowing and hints are introduced for the third third of the book, when some action actually happens.

I honestly thought Donna was a bit distracted or dumb, because a couple of times there was something shady going on and she pushes her suspicions to the back of her mind and keeps doing whatever she was doing. I also thought she should have asked for help from the start to someone that knew what they were doing (adults do exist for more than annoy teenagers, you know).

But then, at some point in the book it is told that Donna doesn't trust the Order anymore - because of some shady behaviour that Simon, the secretary of the Order, displays, and also because of some other things that happened before but that we aren't exactly told by the writer, which annoyed me to no end.

This is turning into a review of things I felt might be so much better; although I enjoyed a few things. I liked Donna's personality, for instance - she doesn't dwell in the tragedy that happened with her and her parents, for example. And she bullies back a girl that tries to bully her. Not that I condone threatening people around, but it was fun to see someone stand up to a mean girl for a change.


I was curious about the boys, Navin and Xan, and I hope they are better explored in the following book, as they have quite some potential; I am even willing to endure the dreaded love triangle I see looming in the horizon. Someone on Goodreads pointed out they were a bit like Ash and Puck from the Iron Fey series by Julie Kagawa, and I wish that Navin and Xan will be a bit of the awesomeness pack Ash and Puck are.

I liked a lot the tying between alchemy and the fey world, and I am extremely interested in seeing more about the beliefs and the things that alchemists do, as they didn't get explored much; it seems like a rich universe. I also appreciated the text in the end written by the author, explaining where the ideas behind The Iron Witch came from.

Long story short, I was quite disappointed with this book, but opinions seem to divide about this one, so I'm still undecided whether I should read the next one in the series. I'm leaning towards giving it a shot, though, as it had some fun and appealing points (and I loved the cover), though its flaws may keep away many readers.

Pages: 304

Publisher: Corgi (Random House UK)

Dia 18 - Livro para o qual escreverias uma sequela

Um livro para o qual escreveria uma sequela tem de ser um que adore e sobre cujos personagens eu queira saber mais. Ora um stand-alone já nos dá tudo o que queiramos saber sobre as personagens, e um livro que será parte de uma série deixa as coisas em aberto para as divulgar numa sequela, por isso a maior parte dos livros que eu quisesse que tivessem uma sequela já a vão ter; por isso, isto é um pouco redundante.

No entanto, lembro-me de dois livros que li algumas vezes na minha juventude (podiam ser sérios candidatos à categoria do dia 6, do livro que li mais vezes), e que me fascinaram. Achava-os sempre muito curtinhos e desejava que fossem maiores ou que houvesse um livro que continuasse a história.

Falo de Olimpo - Diário duma Deusa Adolescente, de Teresa Buongiorno. Este livro lê-se como o diário da deusa Hebe, deusa da juventude da mitologia grega, que vai relatando aquilo que vai ocorrendo em seu redor, com os deuses do Olimpo. Desenvolve muitos dos grandes mitos que envolvem os Olímpicos, conseguindo conjugá-los numa história coesa e agradável. Cheguei sempre ao fim deste livro com o desejo de querer ler mais, e saber mais, e foi uma das grandes razões para a minha paixão por mitologia.

Falo também de A Expedição ao Pacífico, de Marilar Aleixandre. Este pertence à velhinha colecção Minoria Absoluta da Dom Quixote, que reunia literatura juvenil (e não me esqueço que publicaram os dois primeiros da série Artemis Fowl sem publicarem o resto). O livro passa-se na segunda metade do século XIX, creio eu, após Darwin apresentar A Origem das Espécies.

Fala-nos duma jovem que entra clandestina numa expedição naturalista ao continente sul-americano, e acompanhamo-la na observação de muitas maravilhas, algumas tristezas, crescendo nós com ela. Fiquei satisfeita com o fim do livro, mas ao mesmo tempo sempre desejei poder ler mais sobre esta história, que ela se prolongasse e que a expedição fosse mais longa.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Uma Rapariga à Moda Antiga, Louisa May Alcott


Opinião: Neste livro, acompanhamos uma jovem do campo, Polly Milton, que vai visitar uma amiga à cidade. A história lê-se um pouco como um conto ou uma fábula, lembrando-me um pouco a fábula "O Rato do Campo e o Rato da Cidade", no sentido que vemos confrontadas as sensibilidades campestre e citadina nas personagens Polly e Fanny Shaw.

Polly acaba por ser apelidada de "rapariga antiquada" por não se identificar com as manias e vícios das meninas da alta sociedade, sendo uma jovem menos abonada e bastante simples. No entanto, as suas boas maneiras e o seu temperamento doce conquistam a família Shaw e ganham-lhe amigos para a vida.

A segunda parte do livro passa-se 6 anos depois, com as personagens já adultas, sendo que a nossa Polly se encontra a trabalhar como perceptora de música para ajudar os estudos universitários do irmão. O carácter moralista da narrativa continua, ganhando no entanto maior interesse com um certo acontecimento na família Shaw. Polly, com o seu comportamento correcto e amável, acaba por ganhar o seu final feliz.

Título original: An Old-Fashioned Girl (1870)

Páginas: 256

Editora: Biblok

Tradutora: Ana Lucia Reis

Dia 17 - Livro inspirador

Vou nomear um que acabei de ler: Se Eu Ficar, de Gayle Forman. Porque faz reflectir nas pequenas coisas que valem a pena nas nossas vidas e porque faz pensar em se faz sentido continuar a lutar quando se encara grandes perdas. E porque conta uma história fantástica em poucas páginas.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Os Contos de Beedle o Bardo, J.K. Rowling


Opinião: É um interessante complemento à série. Mencionado em Harry Potter e os Talismãs da Morte, o último livro da série, inclui um conto importante para o mesmo, O Conto dos Três Irmãos. Gostei bastante do livro, os contos têm uma estrutura típica dos contos e fábulas tradicionais. São contos curtos, apropriados para crianças e sempre com uma espécie de moral.

Os contos são acompanhados por um comentário escrito pelo professor Dumbledore, cheios do humor e expressões típicas deste personagem, sendo bastante divertidos; dão também para entever mais alguns detalhes deste mundo criado pela autora.

No geral, uma adição muita gira, à semelhança dos livros já editados que imitavam livros escolares usados em Hogwarts. O livro tem apenas um contra, que é o preço (10€), algo elevado para o tamanho do livro.

Título original: The Tales of Beedle the Bard (2008)

Páginas: 128

Editora: Presença

Tradutoras: Marta Fernandes e Manuela Madureira

Dia 16 - Livro perturbante

Já li livros com uma ou outra cena perturbante, mas livros totalmente perturbantes? Acho que vou ter de deixar esta categoria em branco. Ou a memória me falha, ou não tenho/li tal livro. Acho que o tipo de livros que costumo ler não se presta a ganhar um lugar nesta categoria.

Se pensar em retrospectiva, consigo lembrar-me mais de filmes que vi quando era miúda e cujos temas eram perturbadores. Exemplo: Papuça e Dentuça, o filme da Disney com uma raposa e um cão de caça que se tornam amigos em crias, mas que têm de se tornar presa e predador quando crescem. Para uma miúda de 8 anos, este filme foi um pouco traumatizante, com a pobre da raposa a ter de fugir toda assustada. Achei super triste a raposa ser abandonada na floresta e ter de deixar de ser amiga do cão.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dia 15 - Livro hilariante

Não me lembro do último livro que me fez rir, mas pus-me a olhar para a estante e vou referir dois livros que me lembro que me puseram a rir às gargalhadas - Boca do Inferno e Novas Crónicas da Boca do Inferno, de Ricardo Araújo Pereira. Os livros juntam as crónicas do humorista na revista Visão, e à primeira leitura são bastante divertidos.


É claro que quando algo nos arranca uma gargalhada é mais fácil vir a outra a seguir, e lembro-me de ter ficado com algumas dores de barriga de tanto rir com estas crónicas. No entanto, ao reler a maior parte das mesmas, já não têm tanta piada, pois foi o que me aconteceu com o segundo livro - Novas Crónicas da Boca do Inferno -, que contém algumas crónicas que já tinha lido num livro que a Visão editou, titulado igualmente Boca do Inferno.

domingo, 24 de julho de 2011

Dia 14 - Livro comovente

Eu bem que podia nomear para esta categoria qualquer coisa saída da pena da Juliet Marillier, porque tenho a estranha sensação que qualquer livro que ela escreva me vai, a certa altura, arrancar algumas (ou muitas) lágrimas. Mas, no entanto, como não tenho a certeza em relação aos outros livros que li dela, vou nomear apenas os dois últimos que li:

- O Poço das Sombras: bem, há a história do que aconteceu à família do Faolan, que é capaz de arrancar lágrimas até às pedras da calçada. Mas também fiquei estranhamente emocionada com o desaparecimento da Eile, porque estava mesmo a ficar irritada com as interferências de uma certa personagem. E porque interrompeu uma cena muito aguardada.

- A Filha da Floresta: com tudo o que acontece à Sorcha, o que é que, neste livro, não é material para comover alguém? Destaco todo o sofrimento com aquela maldita erva, aquele acontecimento que faz com que a Sorcha saia da caverna, as desgraças que acontecem quando ela está com os Bretões, em especial aquela terrível cena final da fogueira. Também a separação da Sorcha e do Red, além da cena em que eles se voltam a juntar.

Creio que só se escaparão a este tipo de envolvimento emocional os livros mais YA dela, que até este momento são o Danças na Floresta e o O Segredo de Cibele. Talvez o Sangue-de-Coração também me tenha poupado, mas de resto há sempre qualquer coisa comovente ou emocionante nos livros desta autora, o que só me faz recomendar mais os livros dela.

sábado, 23 de julho de 2011

A Corte dos Traidores, Robin Hobb


Opinião: Eu espero bem que depois das coisas piorarem (muito), acabem por melhorar. Porque algo vai (mesmo) mal no reino da Dinamarca dos Seis Ducados. Primeiro, o rei expectante Veracidade parte em busca dos Antigos (numa ideia que, ao menos, o aproximou de Kettricken). Depois, o rei Sagaz adoece misteriosamente, ficando cada vez mais fraco. Entretanto, o príncipe Majestoso aproveita o estado enfraquecido do reino para ganhar mais poder. Creio que o enredo é digno de uma peça de Shakespeare...

Cheio de intriga, este livro coloca FitzCavalaria no centro desta, mesmo que inadvertidamente. A situação nos Seis Ducados agrava-se sem que o nosso protagonista e aqueles que o rodeiam consigam travar a torrente. Com um final que me deixou os cabelos em pé, há ainda uma réstia de esperança em algumas situações.

Duvido que com o final que a autora deu ao personagem principal, este possa voltar a ter uma vida normal, ou o que passa por normal para um assassino ao serviço do rei. Mas por outro lado foi muito excitante acompanhar os últimos capítulos, que foram lidos quase à velocidade da luz para descobrir o que ia acontecer.

Tenho a dizer, caríssima Robin Hobb, que espero que acredites em justiça poética. Porque depois do que o Majestoso aprontou, directa ou indirectamente, eu espero ver uma retribuição kármica adequada para este personagem.

Destaque para o uso do narrador na 1ª pessoa. Não é muito comum encontrar este tipo de narrador, ainda por cima tão bem usado, levando-nos para dentro da cabeça do protagonista. Pensamos como ele, e sentimos como ele, o que ainda maior significado teve naqueles capítulos finais.

Enfim, só posso recomendar esta série, que está cada vez melhor. Tem intriga, tem drama, tem bons personagens, tem um enredo apaixonante...

Título original: Royal Assassin (1996) [2ª metade do original]

Páginas: 368

Editora: Saída de Emergência

Tradutor: Jorge Candeias

Dia 13 - Sequela que nunca devia ter sido impressa

Esta é fácil: Lua Nova e Eclipse, de Stephenie Meyer. Na verdade, foi a própria autora que me deu esta ideia. Na explicação sobre a criação do Lua Nova, ela fala de um livro, Forever Dawn, que escreveu após o Crepúsculo e antes de saber que este ia ser publicado. A história base do Forever Dawn é a mesma que o Amanhecer, só que os lobisomens e o Jacob não têm a importância que têm neste último, porque as coisas acontecidas em Lua Nova e Eclipse não aconteceram.

Se por um lado seria uma perda o desenvolvimento que eles têm em Lua Nova e Eclipse, por outro penso que o enredo completamente doido de Amanhecer funciona melhor sem o significado que é dado à matilha de lobisomens e sem a importância que o Jacob tem para a Bella, criando uma relação completamente estranha entre ele, ela, o Edward e a Renesmee.

Se me perguntassem, também mexia no Amanhecer e dividia-o em 2 livros - um composto pelo "livro 1" (POV da Bella) e pelo "livro 2" (POV do Jacob), e outro composto pelo "livro 3" (POV da Bella). Em temática, estas partes são distintas, que funcionariam melhor abordadas em 2 livros diferentes, além de que o "livro 2" tem no fim uma cena que funcionaria bem como o clímax final de um livro. Enfim, é só a opinião de uma leitora.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Se Eu Ficar, Gayle Forman


Opinião: Este livro começa com uma imagem normal. Uma família toma o pequeno almoço e decide ir passear de carro. Mas de repente tudo muda. Um acidente de carro deixa Mia às portas da morte, e Mia vê-se fora do seu próprio corpo a assistir involuntariamente ao resultado do acidente no seu corpo e na sua vida.

Pobre Mia. Num único momento, a sua vida é destruída por um carro, e ela vê-se no hospital a observar de fora do corpo os médicos a ajudá-la, a família e amigos a juntarem-se no hospital por ela. Encarando grandes perdas, acompanhamos Mia em vários flashbacks que nos mostram que tipo de jovem ela é, a sua relação com os pais, com a melhor amiga e com o namorado.

Se Eu Ficar é em partes iguais comovente e inspirador. Mia, a personagem principal, debate-se com a decisão de se agarrar à vida e ficar, ou simplesmente desistir e partir. É através dos flashbacks que vemos as inúmeras razões que Mia tem para viver, mas para ela estes apenas lhe dão mais uma razão para desistir.

É difícil não nos identificarmos com a Mia, com a pessoa que é e a decisão que tem de tomar. No entanto, a noção de que ela ainda tem tanta coisa à sua espera e ver que a certa altura quer desistir deixou-me pronta a zangar-me com ela. O fim tem o seu quê de encerramento, mas ao mesmo tempo fiquei com tantas questões...

Felizmente há uma sequela, Where She Went. Oh, por favor, Presença, não engonhes e publica a sequela, por favoooooooooorrrrr!!!! Se tiverem por aí o livro à mão e não leram, ou mesmo se não o têm, dêem-lhe uma oportunidade. É pequenino, lê-se depressa, mas a escrita da autora é cativante e é provável que o livro fique na memória.

Título original: If I Stay (2009)

Páginas: 216

Editora: Presença

Tradutora: Rita Graña

Dia 12 - Colecção/saga favorita

Acho que me é impossível escolher apenas uma colecção ou saga favorita. Vou listar algumas séries favoritas e que me deixam/deixaram em pulgas para ler o livro seguinte, e indicar se já as acabei ou se ainda estou a lê-las. Hoje não dá para acompanhar com estímulo visual, pois algumas séries já têm muitos livros e ia passar o resto do dia a montar imagens, mas vou juntar links para a página do Goodreads.

- Jóias Negras, Anne Bishop, terminada

- Crónicas de Gelo e Fogo, George R.R. Martin, a ler

- Harry Potter, J.K. Rowling, terminada

- Trilogia da Phèdre, série Kushiel, Jacqueline Carey, a ler

- Saga do Assassino, Robin Hobb, a ler

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Uma imagem vale mil palavras: Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte 2

Tive a oportunidade de ver este filme na 6ª-feira, mas tenho andado a atrasar a escrita da minha opinião. Por um lado, para "marinar" a minha opinião; por outro, porque é um bocadinho triste ver fechar o ciclo a uma série que me entreteve durante tantas horas na minha infância e juventude. No entanto, foi muito bom poder ver finalmente no ecrã algumas cenas inesquecíveis do último livro.

O filme começa quase precisamente no ponto em que o outro terminou, com o Voldemort a roubar a varinha dos talismãs da morte. Temos depois a cena em Gringotts, que nos dá alguns momentos divertidos com a Hermione a fazer de Bellatrix Lestrange, e alguns momentos de acção, com aquela maldição da multiplicação e com o dragão.

No entanto a parte que ocupa mais tempo no filme é a passada em Hogwarts. Um filme dedicado quase só dedicado à Batalha de Hogwarts? Yes, please! Até lhes perdoo por passarmos tanto tempo à seca na parte 1 com as cenas em que o trio maravilha anda a acampar.

Depois disto, o que é que posso dizer? Emocionei-me com certas partes, como no livro, e exultei com outras, como no livro. Adorei poder ver aquele momento com a Mrs. Weasley a berrar à Bellatrix: "Not my daughter, you bitch!".

Alguns personagens com bons (se bem que curtos) momentos são a professora McGonagall e o Neville Longbottom. A Luna também. Ah, e o Ron Weasley. Acho que um filme do Harry Potter não é filme do Harry Potter sem termos a voz do Rupert Grint a subir umas oitavas e guinchar qualquer coisa, geralmente quando o Ron está em pânico (neste caso é quando a Sala das Necessidades pega fogo - "Ahhhhhhh! Goyle has set the bloody place on fire!").

Coisas de que senti falta... bem, gostava de ver o Aberforth Dumbledore ter mais destaque, mas com tanta coisa a mostrar e tanto personagem, não deu. Não me lembro se isto foi abordado na parte 1, mas eles chegaram a contar a parte do Grindelwald, da irmã dos Dumbledores e da varinha? É que neste filme isso não aparece. Gostei da caracterização deste personagem, porque só me dei conta que era o actor Ciarán Hinds quando fui à página do IMDB do filme.

Também gostava que tivessem dado uns toques na relação Tonks-Lupin, sei lá, nem que fosse mencionar que se tinham casado e tido um filho, porque isso daria maior dramatismo e significado quando os vemos mortos, particularmente para quem não tenha lido os livros.

Quem me dera que os guionistas (e possivelmente os responsáveis de casting) não tivessem feito uma autêntica borrada no que diz respeito à personagem Ginny Weasley. Nunca lhe deram os pequenos momentos que a J.K. Rowling dá aos longo dos livros para construir a sua personalidade, e chegando ao último filme é difícil ver porque é uma companheira adequada para o Harry, especialmente para quem não tenha lido os livros.

Estes últimos dois parágrafos relembram-me a ideia com que fiquei - de que os criadores do filme quase que esperam que toda a gente que o vá ver tenha lido os livros, e que assim há coisas que podem não ser explícitas para quem não leu. Não sei precisar cenas, é só uma sensação que me ficou.

Cenas com efeitos memoráveis... as cenas em Gringotts com a maldição de multiplicação e com o dragão. A cena em que se constrói a cúpula de protecção em volta de Hogwarts e a cena consequente em que os Devoradores da Morte lançam feitiços para a destruir. Parecia um ataque a um castelo medieval por arqueiros com setas em chamas.

Também a cena com o Neville e aquela ponte de madeira a ser destruída ("That went well."). Ou ainda, e outra vez, a cena na Sala das Necessidades com o fogo. E, claro, o confronto final entre o Harry e o Voldemort. Graças ao trailer, pensava que ia ter umas coisas estranhas lá pelo meio, mas até foi bastante satisfatória.

Cenas tristes. Quando o Harry e o gang voltam dum sítio qualquer e vemos que o Lupin e a Tonks morreram. E o Fred Weasley. Também as cenas na floresta. E quando o Voldy e os Devoradores chegam ao pátio de Hogwarts todos "ah! ganhámos!".

Até adorei ver aquela cena do "19 anos depois", tal como no livro. O envelhecimento de alguns dos intervenientes estava algo estranho, mas de resto cumpriu o propósito (dar aos fãs um sneak peak do futuro dos nossos personagens favoritos).

Não me espantei com as cenas Neville-Luna (achei-as adoráveis). Só quando vi pessoas a comentar por aí que isso não estava no livro mas que tinham gostado é que me dei conta que não era um acontecimento canónico dos livros. Acho que nos dias após o 7º livro sair li uma entrevista com a J.K. Rowling em que ela dava a entender que os dois se tornavam um casal, por isso para mim sempre foram um dado adquirido.

Ok, vou parar por agora, que isto se tornou num enumerar de coisas de que gostei. Basta dizer que adorei, e que como fã gostei e achei uma boa adaptação. Foi muito excitante ver por fim algumas coisas no grande ecrã, e um belo término a uns 11 anos (para mim) de fandom. Um dia destes tenho de fazer um post sobre estes livros e como os descobri.

Crédito dos posters ao site IMP Awards, que devo acrescentar, é um óptimo site para consultar posters de filmes.

Dia 11 - Livro que não conseguiste acabar

Aqui terei de mencionar outra vez o livro A Lenda do Cisne, de Jules Watson. As razões para não ter conseguido acabar estão explícitas no post do dia 2. É giro como um livro do qual não me apetece lembrar volta a assombrar-me através deste desafio. xD

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia 10 - Livro mais curto que já leste

Dos livros que possuo e li, esta categoria divide-se entre dois conjuntos de livros:

- 3 livros da colecção Penguin Readers, aquela que resume os clássicos para leitores inexperientes: The Picture of Dorian Gray, de Oscar Wilde (80 p.); e Tales from Shakespeare (104 p.) e More Tales from Shakespeare (96 p.), que contêm algumas das obras de Shakespeare resumidas pelos irmãos Charles e Mary Lamb e são uns livros muito bons para conhecer as obras do dramaturgo antes de se aventurar pelas peças em si.

- alguns livros da colecção Mini-Mistérios da Editora Replicação (os que tenho estão marcados na imagem com um círculo branco), que têm em geral 96 páginas (excepção para o Crimes na História, com 144 p.). Gosto muito destes livros, pois juntam pequenos mistérios e enigmas para resolver. São divertidos de resolver e adequados para jovens.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Papá das Pernas Altas, Jean Webster


Opinião: Esta é uma colecção que promete ser interessante. Pegaram em alguns livros de autoras do virar do século XIX para o XX, como Jean Webster, Louisa May Alcott e Lillian Bell, deram-lhes umas capas giríssimas e voilá! Os livros parecem ser do tipo chick-lit, como é anunciado, mas para o seu tempo - focando a vida de jovens nesta época e os seus dilemas.

Este primeiro volume, Papá das Pernas Altas, foca-se numa orfã, Jerusha (ou Judy) Abbott, que é "patrocinada" por um misterioso benfeitor (do qual ela só viu as costas e as longas pernas) na ida para a universidade para se tornar numa escritora. Tudo o que tem de fazer é escrever cartas mensais ao benfeitor, descrevendo as suas actividades na universidade, sem esperar resposta, pois este quer permanecer anónimo.

Achei uma história muito gira e gostei de acompanhar as cartas da Judy, pois pode ver-se uma certa evolução na personagem - vai-se libertando do estigma de órfã, tomando opiniões sobre o que a rodeia, adoptando a sua independência e pensando por si própria, chegando a não acatar as opiniões do benfeitor mesmo mantendo uma atitude de respeito para com ele.

Gostei de ver o quão deliciada a Judy foi ficando enquanto descobria os clássicos, como Robert Louis Stevenson, Jane Eyre, Sherlock Holmes, ou Charles Dickens. Também me interessei por ver como era a vida na universidade naquela época, e o livro ainda toca alguns temas ao de leve, como o sufrágio ou o socialismo. Achei engraçadíssimos os desenhos que a Judy (e a autora) inclui nas suas cartas.

Tenho pena que o interlocutor da Judy não tenha parte activa na história, respondendo-lhe às cartas ao mesmo tempo que mantinha a identidade secreta - pois dado o desenvolvimento final da história, teria sido esclarecedor ver a sua personalidade mais desenvolvida e as suas motivações ao patrocinar a Judy melhor explicadas.

Título original: Daddy Long Legs (1912)

Páginas: 160

Editora: Biblok

Tradutor: Miguel Carvalho

Dia 9 - Livro mais longo que já leste

Isto dependerá do que entendermos como livro. Se considerarmos obras que foram divididas por vários livros, os mais longos seriam:

- O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien com 1308 páginas (468+388+452), edição da Europa-América;

- o livro A Storm of Swords de George R.R. Martin, que na edição portuguesa pela Saída de Emergência foi dividido em dois volumes (A Tormenta de Espadas e A Glória dos Traidores), totalizando umas 1072 páginas (544+528);

- e a edição de O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas que tenho - é da Planeta De Agostini e está dividida em 2 volumes, tendo 944 páginas (472+472).

Se só contarem livros únicos, temos:

- Nómada de Stephenie Meyer, com 840 páginas;

- Brisingr de Christopher Paolini com 832 páginas;

ambos da Gailivro na sua colecção 1001 mundos, e que mesmo assim me parecem um bocado batota, já que a letra dos livros está um bocado grande, então teremos a seguir:

- Os Maias, de Eça de Queiroz, na edição da Livros do Brasil, com 736 páginas.

Mesmo assim, parece-me um bocado artificial medir os livros pelo tamanho, já que isso pode nada dizer da sua complexidade - os livros podem ter muitas páginas devido ao tamanho de letra ser gigante. Por vezes seria talvez mais interessante referir os livros pelo nº de palavras, que nos meios de edição americanos parece ser uma medida da complexidade do livro. Mas não é costume fazer esse tipo de coisa (a contagem de palavras), por isso será algo impraticável.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Punhal do Soberano, Robin Hobb


Opinião: É engraçado como as nossas leituras acontecem. Li o primeiro livro da série há um ano e gostei bastante, tendo vontade de continuá-la brevemente, mas outras coisas meteram-se pelo meio. Felizmente, já corrigi esse grave erro, e tenho aqui os outros livros para ler.

Apesar do lapso temporal, não foi difícil voltar a entrar neste mundo. Dei-me conta de que o outro livro me ficou na memória, e não foi difícil acompanhar Fitz na sua recuperação do problema que teve no final do outro livro. Pobre rapaz, dada a sua posição única de assassino e bastardo real, volta rapidamente a embrenhar-se nas tramas da corte real. O enredo é construido duma maneira que eu dou por mim a devorar o livro, e a ter muita vontade de ler mais um capítulo após terminar o anterior.

Uma coisa que gosto de ver na história é os nomes atribuidos aos personagens, que descrevem um seu atributo ou ocupação. É uma ideia que aprecio na Robin Hobb - dá um toque de originalidade aos seus livros, ao mesmo tempo que cria, quanto a mim, uma certa familiaridade com os personagens, como se soubéssemos muito acerca deles só pelo nome.

O elenco de personagens em si é variado e construido de maneira que muitos me ficam na memória - Paciência, Bobo, Breu, Veracidade e Moli são alguns exemplos. É irónico que Fitz esteja rodeado de tantos amigos e conhecidos mas aos quais não pode recorrer para muitas coisas.

Quanto aos desenvolvimentos da história, estou a gostar da parte com a Moli, especialmente quanto o Fitz mete os pés pelas mãos ou faz coisas ridículas como, sei lá, descer por uma corda até à janela dela quanto está todo dorido do último sarilho em que se meteu.

Outra coisa muito interessante neste livro é uma certa conversa que o Bobo e o Fitz têm e que começa com uma pergunta - "De onde vem o Bobo e porquê?". É uma conversa em que o Bobo fala maioritariamente, mas em que revela muita coisa. Ou melhor, presta-se a que uma pessoa faça muitas perguntas e teorize sobre a evolução desta saga.

Por fim, uma nota positiva para a tradução, muito boa e que flui bem. Parto em breve para o próximo livro.

Título original: Royal Assassin (1996) [1ª metade do original]

Páginas: 384

Editora: Saída de Emergência

Tradutor: Jorge Candeias

Dia 8 - Livro tão mau que consegue ser bom

Para dizer a verdade, já consegui aplicar a expressão "tão mau que é bom" a algumas coisas, mas penso que nunca a um livro. Vou aplicar a expressão a livros que mesmo não sendo nada de especial, e que racionalmente não devia continuar a ler a série, mas que por uma razão parva qualquer vou continuar (sendo a razão parva nº 1 eu não conseguir deixar uma série a meio). Dois bons exemplos seriam os livros das séries que mencionei ontem no dia 7, mas vou antes colocar aqui dois exemplos que representam ainda melhor aquilo que quero dizer:

- A Trilogia da Herança, (que deixou de o ser, já que vai ser publicado um quarto livro) de Christopher Paolini. Composta por Eragon, Eldest, Brisingr e Inheritance, o tal 4º livro que vai ser publicado em Novembro deste ano. Temos as acusações da similaridade com o enredo dos filmes da trilogia dos anos 80 de Star Wars (que não posso avaliar lá muito bem, já que só vi os filmes uma vez). Temos o 3º livro, Brisingr, que é demasiado grande e engonha até dizer chega e do qual sinceramente não me consigo lembrar de grande coisa. Mas quando sair o 4º livro vou eventualmente lê-lo. A única razão sendo que quero ver como acaba.

- Saga Luz e Escuridão, de Stephanie Meyer. Épa, os livros não são nada de especial, e há muita coisa que eu cortava/editava, mas lá que foi divertido enquanto durou, foi. Gostei na altura em que li, mas evito voltar a ler os livros para não ter de avaliar a sua... qualidade. (Cobarde, eu sei.)

O que é que podemos concluir daqui? Que gosto de sofrer, lendo livros que não são nada de especial, e que até me podem dar comichão com certas coisas, mas acerca dos quais eu preciso de saber o final.

domingo, 17 de julho de 2011

Vampire Knight 1 e 3, Matsuri Hino

Sinopse - volume 1 e volume 3

Opinião: Conseguir ler estes livros tem sido uma odisseia. Depois de em Abril ter comprado e lido o volume 2, encontrei em Lisboa à venda o volume 1 e quando vim de férias, encontrei aqui no Algarve o volume 3 (também estavam disponíveis os volumes 1 e 2). Não sei bem a lógica de distribuição, mas alguma regularidade e cumprimento da ordem da série dava jeito aos compradores.

Bem, ao ler o volume 1 algumas coisas no 2 fizeram sentido, e tornou-se mais fácil seguir a história. Esta foca-se num colégio em que os alunos estão distribuidos em turma do dia e da noite. Os alunos da turma da noite são, adivinhem, vampiros. Bem comportados, ainda por cima. Mas a premissa até é engraçada, um bocado doida, do tipo que só os japoneses se possam lembrar, mas divertida.

Preferia que a autora não se repetisse nos vários capítulos do volume 1, dizendo toda a história dos alunos de dia e de noite, em que os últimos são vampiros, blá blá blá. Mas pelo que percebi os capítulos foram publicados originalmente numa revista, por isso compreendo que isso aconteça.

O volume 3 conseguiu confundir-me um bocado. Estava eu a gabar-me que no volume 2 não confundi personagens, e neste começam a aparecer tantos personagens masculinos de cabelo claro que tive que os  tentar distinguir pelo corte de cabelo. (!?!) Lol, usam todos o mesmo uniforme por isso tenho de me agarrar às subtis diferenças no desenho de cada um.

O ritmo da avanço da narrativa pareceu-me algo lento - leio um livrinho destes e parece que aconteceu tão pouca coisa... Há algum peso nos flashbacks que talvez ajude a essa ideia. Vamos lá ver se consigo pôr as minhas mãos no volume 4.

Páginas: 196

Editora: Panini Comics (Brasil)

Dia 7 - Livro que te desiludiu

Bem, de momento não me estou a lembrar dum livro que me tenha desiludido espectacularmente (a não ser que me queira repetir, referindo o A Lenda do Cisne, de que falei no dia 2). Tenho no entanto a referir dois livros que li recentemente, e que sendo ambos o segundo livro da série, tornaram a heroína numa idiota ciumenta e aparvalhada que só mete os pés pelas mãos.

Estou a falar de Torment, de Lauren Kate, cuja heroína Luce passa mais tempo a discutir com o seu beau, Daniel, por ele não lhe contar nada, que a descobrir o que realmente interessa (nem que seja por outros métodos), que é "porque raios está ela sempre a reencarnar?".

Estou também a falar de Crescendo, de Becca Fitzpatrick, cuja heroína Nora passa mais tempo a seguir o Patch e a meter-se numa série de sarilhos por causa dos ciúmes do que a descobrir... bem, agora falha-me o que é que ela descobriu neste livro. Quaisquer informações importantes reveladas neste livro foram afogadas pela parvoíce da Nora.

A sério, será demais pedir que um casal se junte num livro sem embarcarem logo em tolices e cenas ridículas? Especialmente a custo de heroínas que deviam ser inteligentes e perspicazes, mas que à volta do seu apaixonado perdem completamente a cabeça.

sábado, 16 de julho de 2011

O Futuro à Janela, Luís Filipe Silva


Opinião: (já publicada, ou a ser publicada no contexto da 9ª leitura conjunta do fórum Bang!)

Em primeiro lugar, este livro não é de todo o que estava à espera, fui (agradavelmente) surpreendida. Acho que na maior parte dos contos o que aconteceu comigo foi: "primeiro estranha-se, depois entranha-se". Em segundo, é refrescante ver um livro escrito e publicado por um autor jovem, e o livro ser mais do que medíocre, e ter alguma qualidade. Passando aos contos...

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Prefácio à versão digital - gostei de ler a contextualização em torno da publicação original do livro. Faz para mim todo o sentido divulgar um livro no formato digital quando este já não está disponível nas livrarias. E achei engraçado estar a ler um livro no formato digital que foi escrito à máquina de escrever.

Introdução: A Importância do Conto - apreciei este texto em defesa do conto, e dos pontos que o autor defende.

Dois Estranhos, Um Encontro - bem, o título soou-me a telenovela. Fora de brincadeiras, achei curiosa esta ideia de um encontro entre o rei D. João II e o infante D. Henrique, duas personalidades com uma importância significativa nos Descobrimentos, e que em vida não teriam tido oportunidade de trocar ideias. Mas fiquei com vontade de ver mais elaborada esta história.

Embaixadores da Boa Vontade, ou Contacto! - o que eu me ri com conto. Está um extraterrestre a querer invadir a Terra e fazer prisioneiros, e ninguém deste lado quer colaborar! Gostei especialmente do gato.

Os Poetas da Rua - um conjunto de mini-contos, centrados em personagens diferentes, que pintam uma imagem interessante e tristemente actual. Alguns tristes, alguns irónicos, todos se entranham e deixam a pensar.

La Nausée II - um conto que se passa na viragem do milénio, foi o conto do qual gostei menos desta fase, por ser um pouco mais contemplativo. Não me escapou a ironia das últimas frases.

O Fernando Pessoa Electrónico - uma conversa com o poeta muito interessante, adorei a tirada final.

Pequenos Prazeres Inconfessáveis - gostei de pegar nesta narrativa, digamos, fragmentada e ir tentando juntar as peças do puzzle para perceber o que se estava a passar. Todo o conto transmitiu-me uma sensação de estranheza (não no mau sentido), mas estava à espera que o final fosse mais longe e que a personagem principal também ardesse nas chamas que ateou.

O Jogo do Gato e do Rato - satiriza uma inversão de papéis, em que os humanos são os extraterrestres, e tratados como nós, seres humanos, infelizmente tratamos muitas vezes aqueles que não compreendemos de todo. Acaba na melhor parte e tive vontade de ver a sua continuação.

Série Convergente - outra história com a narrativa aos bocados, mas nesta tive dificuldade em juntar o puzzle, acabando por não perceber ou me identificar muito com ela.

Também há Natal em Ganímedes - história passada neste satélite de Júpiter, mostra que a importância de festas como o Natal depende do significado que lhe damos. Gostei bastante, e achei o conceito dos Andarilhos muito curioso.

A Última Tarde - um com que não me identifiquei muito, toca no assunto de estar dividido entre o amor e a família e o alcançar os nossos sonhos.

Criança entre as Ruínas - adorei, é possivelmente o conto mais longo do livro, mas conseguiu cativar-me. Passa-se num cenário pós-apocalíptico, desenvolvendo uma situação comovente e terminando com uma nota de esperança para a humanidade.

Ala anima - acaba por ter uma forma pouco convencional, em verso. Parte de uma missão de colonização lançada para o espaço, os seus sonhos e esperanças, expandindo-se para todo o Universo.

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Por fim, não costumo ler muita ficção científica, muito menos contos deste género literário. Mas gostei da leitura, pois pude expandir os meus horizontes e conhecer mais um autor português. Os contos tiveram os seus altos e baixos em termos do meu gosto pessoal, mas todos me apresentaram uma perspectiva interessante.

Páginas: 152

Editora: não se aplica; livro digital disponível aqui.