quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Este mês em leituras: Fevereiro 2013

Este mês estou com vontade de experimentar uma coisa nova. Há algum tempo que não faço um post de aquisições (desde antes de tirar férias do blogue, para ser mais exacta), mas ao mesmo tempo o post de aquisições parecia-me insuficiente e dava por mim com vontade de lhe acrescentar outras coisas. 

E assim nasce esta espécie de post ou rubrica, que dificilmente é original, admito, já que coisas semelhantes ou variações do mesmo são feitas um pouco por toda a blogosfera, mas gostava de o experimentar, e ver se encaixa com o que procurava. Ainda estou a tentar perceber se funciona melhor mensal ou com uma maior frequência (quinzenal? semanal?), por isso sugestões aceitam-se.

Opiniões no blogue


Os livros que marcaram o mês

[o Shadowfell não entra porque ainda foi lido em Janeiro]
  • Pandemonium, porque a autora continua a mostrar o seu talento na escrita, e a criar uma história interessante
  • Duas Vidas, porque me surpreendeu
  • Cinder, porque eu nunca pensei que me ia divertir tanto a ler uma história pós-apocalíptica com cyborgs e seres extraterrestres vagamente inspirada na Cinderela e na Sailor Moon
  • Shadows in the Silence, porque termina uma trilogia que adorei seguir
  • Príncipe Mecânico, porque estive dois longos anos à espera de o poder ler e a Cassandra continua uma torturadora de primeira

Outras coisas no blogue


Aquisições

Fever, Lauren deStefano
Pandemonium, Lauren Oliver
Cinder, Marissa Meyer
Shadows in the Silence, Courtney Allison Moulton
Unravel Me, Tahereh Mafi
Prodigy, Marie Lu

A loucura dos distópicos/pós-apocalíticos YA (5 dos 6 livros). Quatro deles são o segundo livro de trilogias. (Yay?) Estou mesmo excitada para ler o Unravel Me, a autora é tão engraçada no Twitter, e pelos comentários das pessoas este livro promete. Por falar nisso, dei outra oportunidade à Lauren deStefano, em parte por causa da sua persona no Twitter, em parte porque o fim da trilogia parece valer a pena. Os outros livros são o Cinder, que adorei loucamente e já comentei por aqui; e o livro final (Shadows in the Silence) de uma série que eu adoro tanto.

Duas Vidas, Jessica Thompson

Ganho num passatempo no blogue Chocolate para a Alma (obrigada!). Já pensava que se tinha perdido nos Correios, ganhei o passatempo há dois meses. Foi uma aquisição curiosa, o passatempo permitia escolher o prémio entre os livros da Asa, e eu mandei vir este, apesar de geralmente não ser o meu tipo, porque tinha visto algumas opiniões bem convincentes por aí. Foi um tiro no escuro, mas certeiro, gostei muito.

A Voz, Anne Bishop
Dragões de um Crepúsculo de Outono, Margaret Weis, Tracy Hickman
Os Dilemas do Assassino, Sangue do Assassino, A Jornada do Assassino, Os Dragões do Assassino, Robin Hobb
Aproveitei a promoção no site da Saída de Emergência para comprar os livros que me faltavam da Robin Hobb, agora é lançar-me à segunda saga de Fitz e companhia. Aproveitei para trazer o ultimo duma autora favorita (Anne Bishop) e ver que raios afinal é Dragonlance, ando a ouvir falar disto há quase 10 anos.

Lady Almina e a verdadeira Downton Abbey, Condessa de Carnarvon
Uma Casa de Família, Natasha Solomons
Em Parte Incerta, Gillian Flynn
Príncipe Mecânico, Cassandra Clare
Trocada, Amanda Hocking
Direitos de Sangue, Kristen Painter
God bless cartões Continente e Fnac, que com alguns descontos que vou acumulando me permitem ir comprando livros em português e gastar uma ninharia... agora que Downton Abbey me partiu o coração assim em milhões de bocadinhos, vou ver se exploro a mesma época em livros que não dêm cabo de mim. (Pelo menos enquanto não me esquecer daquele final da terceira temporada. O que os produtores tornaram difícil, tendo em conta a maneira exagerada como filmaram a última cena.)

O terceiro livro, Em Parte Incerta, entrou no meu radar por causa dos Goodreads Awards, no fim do ano passado. E as opiniões têm sido muito interessantes... da maneira como as pessoas falam, fico a pensar que o livro é um autêntico mindfuck ou algo do género.
O Príncipe Mecânico, bem, ando há dois anos doida da vida para o ler, e finalmente a Planeta dignou-se a publicá-lo... é claro que me tinham de provocar um AVC adiando o lançamento por uma semana. -.-



Comix 10, 11, 12, 13; Hiper 3
Lucky Luke contra Pat Poker, Fora-da-Lei, O Elixir do Doutor Doxey, Morris
Mouse Guard - Fall 1152, David Petersen
BD! Não conto as Comix e a Hiper para as minhas leituras, porque não são exactamente livros (não têm ISBN), mas vêm parar aqui, que merecem. E achei que podia espreitar a colecção de Lucky Luke da Asa/Público para ver se gosto. De Mouse Guard já tenho visto boas opiniões, e estava mesmo barato onde comprei.



Fora dos livros, mas por pertencer ao meu imaginário literário, merece menção a compra da Harry Potter Complete Collector's Edition, uma caixa com todos os filmes de Harry Potter numa edição com 3 discos por filme semelhantes, penso eu, às edições de 3 discos já vendidas em Portugal em separado. Traz a caixa toda bonitinha, os filmes guardados em capas que juntam os filmes dois a dois e um conjunto de postais com um poster de cada filme. Acho que foi uma boa compra, estava com desconto e ainda não tinha nenhum dos filmes.

A ler brevemente

Estes são aqueles que eu tenho vontade de ler muito em breve... tipo na próxima semana. Claro que não vou ler todos, mas são os que mais provavelmente vou ler.

Gostava muito de pegar no Unravel Me, porque os comentários sobre o livro têm-me deixado mesmo curiosa.

E no Em Parte Incerta também, pela mesma razão. Não é o tipo de coisa que costumo ler, mas parece que vai ser bastante interessante.

Fora estes, ainda está tudo em aberto, mas se tiverem sugestões, chutem.

E é tudo para este mês, que apesar de ser o mais curto em termos de tempo, em leituras não o foi. Se aguentaram até aqui, muito obrigada pela atenção. Se tiverem comentários ou sugestões a fazer, a caixa de comentários é vossa amiga. ;)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Picture Puzzle #40

O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: [a actualizar].

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.


Puzzle #1
Pista: thriller publicado em português.

Puzzle #2
Pista: título fantástico publicado em português.

Divirtam-se!

Shadows in the Silence, Courtney Allison Moulton

This book was read for the 2013 Don't Let It End Reading Challenge hosted by Fiktshun.


My thoughts: I'm a big fan of Ellie and Will. Their story captivated me in Angelfire and I read Wings of the Wicked completely engrossed, but as Shadows in the Silence's release date approached, I was dreading it a bit. It was thrilling to hold the book in my hands, but it was sad to know this is it, this is the end.

After the ending in Wings of the Wicked, Ellie is in a countdown to help Will, and she tries everything she can to save him. This is why I love these two, they adore each other, they are a kickass team, and they are so fiercely protective of each other. They argue and they make up, but they support each other and they are equals. I get all emotional and happy just thinking about them.

As for the other characters... I'll try not to spoil anything as to who lives and dies, or who shows up a bit unexpectedly. (BTW, I really liked to meet that character.) But I love to see how Ellie is surrounded with people that care for her and who will fight for her. There's her Nana, who understands what Ellie is and what she must do. And Kate, who is an awesome friend with a big mouth and a big heart. Or Cadan, who is trying to redeem a lifetime of evil-doing. And Marcus, Ava, Sabina, and a whole lot of other people who leave a mark on Ellie's path.

I am still a big fan of this world of angels and reapers, fallen angels and an archangel in the body of a teenage girl. Nothing comes easy, alliances must be made, and a lot of fighting goes a long way to move the story forward. Ellie and the, hmm, gang feel like the underdogs and winning is not a guarantee. If I had to guess, I'd say Courtney Allison Moulton is a fan of Supernatural (the CW show), because this world has a feel somewhat similar, like Dean and Sam could show up any minute to help out Ellie.

Plot-wise, this is a non-stop ride that barely lets you stop for a breath. The end of the world is near, and Ellie and everyone else travel around the world to investigate leads and retrieve items that might help them stop the villains from destroying the world. There's always something happening in terms of conflict, internal or external, and the ultimate sacrifice looms over their heads.

The ending was a bit sad, yet it felt right, like things were meant to be this way. I wish the very end was not so open, because I like to know everything I can before the book closes, but it ends on a hopeful note, and I was very happy with that.

In retrospective, I loved this series, and I had a great time reading it. I would say it ranks very high among the paranormal books with angels... recommended for the fans of the Unearthly series or the Demon Trappers series. (Two angelic series I love as well.)

Pages: 480

Publisher: Katherine Tegen Books (HarperCollins)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Não julgues um livro pela capa: White's Fine Editions

Mais um conjunto de livros em capa dura que me deixa a salivar, de tão jeitosos que eles são. Desta vez os culpados são os White's Fine Editions, da editora White's Books.



Da esquerda para a direita: Pride and Prejudice, Jane Austen;
Wuthering Heights, Emily Brontë; Sherlock Holmes - His Greatest Cases, Arthur Conan Doyle


As imagens são do Book Depository, mas é possível ver alguns livros da colecção em maior detalhe neste site. Gosto tanto das capas para o Pride and Prejudice e para o Wuthering Heights. Pelo link que dei neste parágrafo, são maiores que os Penguin Clothbound Classics - que, se já tiveram oportunidade de os manusear (eu já os tenho visto na Fnac...), são pequenitos e de boa qualidade.

Entretanto, a mesma editora tem edições de bolso de capa dura para os mesmos livros, e para alguns outros:


Da esquerda para a direita: Alice in Wonderland, Lewis Carroll;
Jane Eyre, Charlotte Brontë; Treasure Island, Robert Louis Stevenson


Again, fotos do Book Depository, que tem umas miniaturas ridículas. Acho a capa para o Jane Eyre particularmente icónica e representativa do livro, mas também gosto bastante da do Alice in Wonderland.

Os livros desta editora, de ambas as colecções, podem ser encontrados aqui.

E pelos vistos não consigo fazer um post destes sem voltar a falar da Barnes & Noble Leatherbound Classics (já falei aqui e aqui), colecção com a qual eu tenho um caso de longa duração - que só ainda não se consumou por uma razão: estou muito indecisa acerca de qual destas belezas quero ter na minha estante primeiro.


Da esquerda para a direita: Grimm's Fairy Tales, The Brothers Grimm;
Anna Karenina, Leo Tolstoy; Persusion, Jane Austen


OMG, o Anna Karenina parece uma bíblia. No bom sentido. Com as folhas laminadas a dourado, mais a capa com um ar de iluminura... está gira. Mas a minha grande perdição aqui é mesmo o Persuasion, que está tão cor-de-rosa, e eu não podia babar-me mais para a mesma. (E convém lembrar que eu não tenho grande queda para o cor-de-rosa.) Mas aqui a cor está perfeita, combinada com aquelas linhas em reviravolta, mais as flores, e oh minha mãezinha, aquilo são alianças? *derrete-se a pensar no casamento da Anne e do Capitão Wentworth* E ainda por cima está a um preço muito decente no Book Depository. *suspira e resiste ao apelo do livro*

Como sempre, a colecção pode ser consultada no site da Barnes & Noble.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A Voz, Anne Bishop


Opinião: É um livro curtinho, e eu já tenho sido muito verbosa acerca dos contos, noveletas e novelas e do quão insuficientes (quase sempre) me parecem. Aqui isso aconteceu - mais ou menos -, mas mais porque estava com saudades do mundo de Efémera do que pela incapacidade da Anne Bishop em escrever uma história curta de modo satisfatório. Porque como história, A Voz funciona muito bem, e consegue inserir-se fantasticamente no mundo da série a que pertence, abordando temas que a autora já tem explorado noutros livros. É uma história que faz jus ao resto da obra de Bishop.

Passando-se no mundo de Efémera, fascinou-me mas não me surpreendeu o modo como aborda sentimentos, maus e bons, e como estes esculpem o mundo em que vivemos. Não há aqui paisagistas ou construtores de pontes, mas a magia das paisagens está lá. É terrível, e triste, saber a história da personagem titular, mas gostei de ir a descobrindo juntamente com a personagem principal, Nalah, de ver como Nalah se debatia com o mundo que conhece, e o que faz para mudar a sua vida.

Achei muito interessante a maneira como "A Voz" funcionava, libertando os aldeões do seu peso emocional, fosse a que custo fosse. A autora liga emoções e magia de um modo muito subtil e aparentemente simples, mas com um mundo de repercussões. E aborda o tratamento e o lugar dado às mulheres no mundo, tema que não lhe é estranho. Espero vir a saber o que acontece à Kobrah... pelas opiniões do terceiro livro de Efémera, Bridge of Dreams, parece que sim. Venha daí esse terceiro livro.

Título original: The Voice (2012)

Páginas: 128

Editora: 11x17 (livro de bolso da Saída de Emergência)

Tradução: Luís Coimbra

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cinder, Marissa Meyer


Opinião: Tive este livro debaixo de olho o ano passado, quando saiu, mas esperei para ler algumas opiniões, a ver se me poderia interessar. Por alguma razão, as opiniões nunca me incitaram a pegar-lhe, o que é uma vergonha, porque eu agora estou a perguntar-me "porquêêêêêê? porquê é que eu nunca li isto?". Se bem que se o tivesse lido mais cedo, estaria cheia de comichão para ler o segundo livro. Este primeiro livro deixa a história não exactamente num cliffhanger, mas num ponto muito "irresolvido", e eu terminei o livro quase a trepar às paredes de curiosidade e impaciência.

Também é um livro um pouco difícil de definir, diria. A autora tece uma história com uma miríade de temas e influências, quase a transbordar, mas acho que consegue criar uma história coesa com elas. Gostei muito de como incorporou elementos da história da Cinderela com alguns pozinhos de Sailor Moon, situando o enredo numa Nova Pequim do futuro, com cyborgs, andróides, e uma ameaça latente dos Lunars (povo da Lua), que não podia ser mais diferente dos Earthens (terrestres). Diverti-me imenso a reconhecer os paralelismos com o conto da Cinderela e com o anime da Sailor Moon, ainda mais porque a autora conseguiu incorporar muito bem o seu mundo futurista com os mesmos. (O "sapato", a abóbora, a fada madrinha, o vestido, o baile, a madrasta e as meias-irmãs... está tudo lá!)

Gostava que a autora tivesse desenvolvido mais o cenário, isto, que nos tivesse fornecido mais dados sobre o passado, o que levou ao presente estado de coisas, quanto tempo passou desde o nosso presente, ... há algumas revelações, mas eu estou esfomeada de conhecimento deste mundo que me pareceu tão potencialmente interessante.

O enredo corre a um ritmo alucinante, dei por mim e pensar que precisava mesmo de virar mais uma página, mais um capítulo, para saber o que ia acontecer a seguir. Adivinhei muito cedo uma certa informação que a autora só revela no fim, mas para ser honesta acho que ela não estava sequer a tentar escondê-la, apenas a atiçar-nos a curiosidade ao percebermos o que se passa - o que resultou, sabendo esta coisa li algumas cenas doutra maneira.

A minha personagem favorita foi a Cinder, por razões óbvias - é a personagem principal e com maior tempo de antena -, e menos óbvias - adorei o ser uma miúda desenrascada, que ganha a vida como mecânica, que é dependente da madrasta mas lhe resiste, que também sonha com coisas mais femininas, mas reconhece a realidade da sua situação. A Iko recebe muito carinho nas opiniões por aí, e justamente, porque aquilo que lhe sai da boca é hilariante. Também achei piada ao Kai e à relação que ele desenvolve com a Cinder, de flirt e amizade, com o potencial de algo mais, mas também a consciência de muito que os separa (a Cinder mais que ele, mas isso já são spoilers). Acho que hoje em dia qualquer autor que NÃO meta instalove nas suas histórias ganha a minha devoção eterna.

Gostei de ver a maior parte dos personagens descritos com alguma nuance (a madrasta não é sempre má, e a Cinder não é uma fonte de bondade eterna), com excepção da rainha Levana. Oh, como eu adorei odiar esta personagem. Ajuda que ela seja uma manipuladora obcecada com a aparência, que mantém o seu povo refém da adoração que lhe prestam. Espero mesmo vir a ver a Cinder a dar-lhe um chuto no real traseiro.

O fim, bem já disse que me deixou pendurada. Foi um bocadinho triste, porque finalmente se revela (quase tudo) o que a Cinder é, especialmente aos olhos do Kai, e a reacção dele podia ser melhor. Compreendo essa reacção (se aturei a Neryn em Shadowfell, que se debateu com uma coisa parecida, tenho que o aturar a ele), mas espero que veja brevemente a luz. Oh, como eu quero ler o Scarlet (o segundo livro).

P.S.: Andei a escavar pelo antigo blogue da autora e descobri que ela anunciou que a venda dos direitos deste livro para Portugal no fim de Janeiro de 2011. O livro só foi publicado nos EUA um ano depois. Huh. Claramente estava a gerar muito interesse ainda antes de ser publicado.

Páginas: 400

Editora: Feiwel & Friends (MacMillan)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Picture Puzzle #39

O Picture Puzzle é um jogo de imagens, que funciona como um meme e é postado todas as semanas à quarta-feira. Aproveito para vos convidar a juntar à diversão, tanto a tentar adivinhar como a fazer um post com puzzles da vossa autoria. Deixem as vossas hipóteses nos comentários, e se quiserem experimentar mais alguns puzzles, consultem a rubrica nos seguintes blogues: Viajar pelos livros - #2, #3.

Como funciona?
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente uma imagem por palavra, ignorando partículas como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc.);
  • Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  • Podem ser fornecidas pistas se estiver a ser muito difícil de acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  • Notem que as imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.


Puzzle #1
Pista: título fantástico publicado em português.

Puzzle #2
Pista: título histórico publicado em português.

Divirtam-se!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Duas Vidas, Jessica Thompson


Opinião: Que tortura, que tortura... ler sobre dois personagens apaixonados um pelo outro, mas convencidos que o outro não sente o mesmo, e que se mantêm amigos como resultado. Durante cinco anos! E no entanto eu devo ter uma costela masoquista, porque adorei cada página. Cada peripécia só me dava mais vontade de continuar a ler, e de perceber até quando a Sienna e o Nick iam continuar a suspirar um pelo outro, sem sonharem que são correspondidos.

Gostei muito de seguir a Sienna e o Nick, porque graças às suas teimosias iniciais, tornam-se amigos primeiro, bons amigos, daqueles que se conhecem muito bem, e daqueles que não precisam de proximidade constante para se manterem amigos. Apesar da tensão permanente de os saber apaixonados um pelo outro, é possível apreciar a sua evolução ao longo da história enquanto têm outros relacionamentos, experimentam coisas novas, fazem novas asneiras (e bolas, que asneira aquela da Chloe...), e se tornam melhores pessoas, antes de ficarem juntos. É claro que as cenas com os dois tinham um gosto especial pelo potencial torturante (aquela cena na cama dele! as cenas das últimas 50 páginas! o final!).

O título original parece prometer uma história de amor romântico (This is a Love Story), mas não faz só isso, porque também nos mostra outros tipos de amor (amizade e amor paternal/filial). Apreciei muito ver a relação da Sienna com o pai, porque ela era muito protectora dele e fazia o que podia para lhe proporcionar uma vida normal, tendo em conta a sua doença. E o George nunca perdeu o espírito sonhador e nunca se deixou afundar em depressão, o que é espantoso.

Sou fã do cenário britânico. Não há muitos livros publicados, pelo menos em Portugal, passados em terras de Sua Majestade, o que é uma pena, porque há qualquer coisa que me agrada na britanicidade? britaneidade? britanismo? britanicismo? - alguém me empreste um dicionário, por favor. Ouvir falar de partes de Londres ou ver a linha do horizonte da cidade a partir do rio na parte de trás do livro (com direito ao Big Ben e ao London Eye) agradou-me e ajudou-me a visualizar o cenário. (E fez-me passar metade da tarde a ler teorias de Sherlock assim que a minha cabeça fez o salto do cenário deste livro para o cenário da série. Mas isso não tem nada a ver com esta opinião.)

A parte final do livro... oh, bolas, quando vi que o Nick tinha descoberto finalmente o que a Sienna sentia por ele, e que faltava tanto para o livro acabar, apercebi-me que só faltava a autora fazer uma coisa, e foi isso que ela fez. Tão, tão triste. Mas mostrou que o Nick e a Sienna merecem ficar juntos, porque se apoiam mutuamente, e foi um final feliz merecido. Se bem que gostava de ter visto mais do final feliz... eles entenderem-se é literalmente a última cena do livro. Recomendo a quem goste e a quem não goste de romance, porque aqui vamos encontrar não só a parte romântica como também a evolução coming of age dos personagens e uma certa sensação de serendipidade e de encontro e desencontro - de pessoas, de momentos, de fases da vida.

Título original: This is a Love Story (2012)

Páginas: 416

Editora: Asa

Tradução: Rui Azeredo

With All My Soul Mini-Reading Challenge

WAMS Mini-Reading Challenge

Just signing up for another challenge, a mini-challenge, since I entered Fiktshun's Soul Screamers Reading Challenge last year and I loved it. It was a great feeling, to read almost all the books in this series back-to-back, because I fell in love with the story and the characters. It's almost too sad to say goodbye, especially because I feel Rachel Vincent has in store so much heartbreak for me, but I'm also excited to read the final chapter of Kaylee's journey.

You can sign-up here (or click the above image) - there's a sign-up giveaway for a copy of With All My Soul, the last book in the series (you can gain extra entries for the sign-up giveaway if you make a participation post such as this).

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Curtas: mais BD

X-Factor Forever, Louise Simonson, Dan Panosian, Eric Nguyen
Um what if? que pega na última história escrita por Louise Simonson para os X-Factor, e leva-a por um caminho diferente. Uma história muito interessante, estou vagamente familiarizada com as histórias desenvolvidas nesta revista, e foi recompensador perceber melhor os personagens Apocalipse e Senhor Sinistro. (O Diário do Apocalipse é muito bom neste aspecto.) E elabora mais um bocadinho sobre a situação da Jean Grey, do Ciclope, e do filho deles.

Não creio que este volume precise dos dois últimos números da revista X-Factor escritos pela Louise Simonson, têm uma muito boa história e dão-nos a conhecer personagens secundários (quase figurantes) de X-Factor Forever (e têm a Mariko Yashida!), mas não afectam em nada a história principal. Gosto da arte, especialmente no segmento do Diário de Apocalipse, em que o desenhador usa um desenho carregado de traços para sugerir as sombras; mas também me cativou a interpretação do desenhador principal dos X-Men presentes.

Iron Man Noir, Scott Snyder, Manuel Garcia
Adoro o estilo desta história, pega nalguns pontos cruciais do Homem de Ferro e transporta-os para o fim dos anos 30, num enredo recheado de artefactos místicos e Nazis a perseguirem os nossos heróis. Temos um Tony Stark em busca de algo que resolva o seu problema de coração, temos o Rhodes, e temos a Pepper Potts, no papel de jornalista e nova cronista das aventuras do Tony. Aparição especial do Namor, que me divertiu pela maneira como foi concebida.

A criação da armadura do Homem de Ferro não fica aqui descabida, já que estamos à beira duma Segunda Guerra Mundial, e tanto o interesse dos Nazis como o final sugere que a armadura terá um papel nela. O uso  O guião do primeiro número contido no fim do livro é interessante por mostrar quão desenvolvidas as ideias estão na fase de escrita.

Doomwar, Jonathan Maberry, Scot Eaton
Uma história excitante, por opor o Dr. Destino a Wakanda e os seus soberanos, no controlo de um metal singular (Vibranium). As motivações do Dr. Destino e as razões por que faz aquilo que faz são reveladas, e são mais puras do que se esperava. No entanto, os seus métodos continuam a ser maléficos, numa aplicação do ditado "os fins justificam os meios".

Apreciei a história e o desenho, embrenhei-me nos meandros da mesma, mas algumas incongruências desviaram-me a atenção. A certa altura diz-se que as Dora Milaje (guarda-costas do soberano de Wakanda) são finitas, qualquer coisa como 500, mas elas continuam a aparecer como se tiradas duma cartola. A aparição e desaparição de alguns X-Men no início/meio da história também é singular, tendo em conta que voltam a aparecer na prancha final. À parte isso, gostei de ver alguns heróis convidados, especialmente o Deadpool.

Wolverine - The Reckoning, Daniel Way, Marjorie Liu, Scot Eaton, Will Conrad, Stephen Segovia, Mierco Pierfederici
Uma história que reúne dois personagens do passado do Wolverine, e conta como ele lida com ambos. (Uma maneira bastante final, diria, mas nada dura para sempre no mundo dos comics...) Interessante por desvendar mais um bocadinho do passado do Wolverine. Os dois últimos números contidos neste livro relatam uma história à parte, mas aliciante, sobre o Wolverine enfrentar os seus demónios.

O primeiro número também tem o seu interesse, pela aparição do Nocturno e pela retrospectiva sobre a Mariko Yashida. Gostei bastante da arte em geral, e do desenho e coloração em particular duma história stand-alone mais para o fim, com o Daken como protagonista...parecia quase uma pintura.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pandemonium, Lauren Oliver


Opinião: Há enredos e histórias que podem parecer banais, ou que em mãos pouco capazes se tornam em narrativas menos conseguidas; tenho a sensação que é o caso deste livro. Autores menos capazes teriam dado cabo do enredo e metido os pés pelas mãos; mas como aqui se trata da Lauren Oliver, o caso muda de figura e ela faz um brilharete. Parece uma maneira estranha de fazer um elogio, eu sei.

Razões pelas quais eu acho isto? Este é claramente um livro de transição (é o segundo livro duma trilogia, afinal), não há muitos momentos de acção, e bastante da narrativa apoia-se no mundo interior da Lena e em como ela se regenera e se torna uma pessoa mais forte depois dos acontecimentos do Delirium (e de alguns acontecimentos deste livro) - e a autora consegue transmitir claramente as emoções e pensamentos da Lena com a sua escrita algo poética, e tornar a história em algo tão cativante de seguir.

A narrativa divide os capítulos em Then e Now, que ocorrem respectivamente após o Delirium e cerca de 6 meses depois. É um artifício que poderia ser desnecessário, ou trabalhado de outra forma (flashbacks, por exemplo), mas a autora tem o cuidado de os desenvolver paralelamente e de criar algumas semelhanças e ecos de um para outro, tornando-os mais coesivos.

O percurso emocional é triste, mas credível, e tão interessante de seguir porque lendo os capítulos Now, sabemos que ela ultrapassa os primeiros tempos nos Wilds. Gostei mais de ler os capítulos Now, por se passarem no presente e mostrarem a Lena mais envolvida nos meandros deste mundo obcecado com a doença Deliria, e a estar a contribuir para a mudança do mesmo.

Gostei de conhecer o pessoal dos Wilds e ver outras perspectivas que não a dos habitantes em cidades reguladas. Mas não gostei da Raven, os seus métodos são manipuladores e até com um toque de crueldade. Não gosto da sua atitude "a vida é dura, miúda" e "temos que estar preparados para fazer tudo". Achava que a Lena ia enfrentá-la duma maneira mais "sonora", mas fazê-la vir atrás dela para salvar o Julian também foi uma boa lição para a Raven.

Gostei do Julian, tornou-se interessante por ter um percurso semelhante ao da Lena no Delirium, primeiro um defensor aparente da cura, que depois evolui e mudar a sua perspectiva até ser atacado pelo bichinho. E teve uma parte importante na recuperação da Lena, ao permitir-lhe abrir-se novamente. É claro que em resultado disso a Lauren tinha de nos lançar uma gigantesca bomba no final. Não é que eu não estivesse à espera dela, afinal esta, hmm, ponta solta tinha ficado muito mal atada, e claro, quanto mais sarilhos emocionais, melhor, não é?

Nota: OMG, A CAPA É TÃO GIRA! Ao vivo, a capa (o dust jacket) é mesmo, mesmo linda, e a capa dura em si, toda alaranjada, também.

Páginas: 384

Editora: Harper (Harper Collins)

Wicked Valentine’s Read-a-Thon - The Wrap-Up Post


And another read-a-thon ends! I think my reading speed was a bit slower this time, in comparison with past read-a-thons, but I still managed to accomplish my goals:
  • I read every day, for an hour at least
  • I entered almost all of the challenges, except one
  • I updated my progress every day
  • I did try to socialize, but I didn't do much... I participated on the challenges, and checked some participants' answers, but due to the nature of the challenges, I didn't get to check many blogs... as for Twitter parties, I forgot about the first, and the second was incompatible with my time zone
  • I read 3 fiction books and a comic book

Statistically, I read:

I was on a vacation, sort of, which I thought would make me read more than I did, but I also had a lot more distractions. Anyway, I set manageable goals and I achieved them, so I consider this a sucessful read-a-thon.


Below are my posts for the read-a-thon, both the starting post as well as the daily update posts, which contain my progress and my answers to the mini challenges.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Wicked Valentine’s Read-a-Thon - Wednesday+Thursday, February 13th+14th

Pages: 110 (Wednesday) + 180 (Thursday)

Total pages read so far: 804 + 110 + 180 = 1094

Books:
110 + 180 pages of Pandemonium, Lauren Oliver

 Books read so far:
Wolverine: The Reckoning, Daniel Way, Marjorie Liu, Scot Eaton, Will Conrad, Stephen Segovia, Mierco Pierfederici
Wolf Pact, Melissa de la Cruz
Radiant Shadows, Melissa Marr
Pandemonium, Lauren Oliver
 
Challenge: Character Crush hosted by April @ My Shelf Confessions
Who is your dream character crush? What would you like them to bring and/or do on Valentine’s Day that would steal your heart?

Skipped it to dedicate myself to reading.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Wicked Lovely - Sombras Radiantes, Melissa Marr


Opinião: Acho que este é o livro da série que mais me agradou. Adorei seguir a história da Ani e do Devlin, a sua relação, a sua caracterização como personagens, e os desafios que tiveram de encontrar. Acho que esta autora está no seu melhor a desenvolver estas relações complicadas, mas resolvidas (mais ou menos) no próprio livro (como neste e no do triângulo Leslie-Niall-Irial), do que a arrastá-las por vários livros (como no pseudo-quadrado Ash-Keenan-Seth-Donia).

Não sendo uma escritora de cenas de acção, é na intriga e reviravoltas da história que Melissa Marr se esmera. Divirto-me imenso a ler sobre estas fadas perversas e tortuosas, e como se relacionam com as fadas de outras cortes. Fascina-me a noção de equilíbrio que deve haver entre as cortes de fadas, e agora que se reequilibrou uma desigualdade que havia, gostaria de ver resolvidas as outras - a de haver dois monarcas na corte do Verão, e o falta de contrapeso à corte das Trevas. Pelas opiniões ao último livro, parece-me que a primeira deve ficar resolvida, mas não sei na segunda, e seria uma coisa demasiado grande para a autora ignorar.

Fez-me falta ver mais de alguns personagens, como o Seth, mas pelo menos não fui sujeita ao dramalhão que é Ash-Keenan-Donia. Gosto da Donia e do Seth, e gostaria que tivessem os seus finais felizes, mas a Ash e o Keenan irritam-me. Do Niall e do Irial temos alguns vislumbres, e gosto de os ver, mas o final deixa-os em maus lençóis, estou com receio de ver o que o último livro reserva.

Perdi a paciência com a Sorcha. Que personagem tão egoísta e cega, tão obcecada com o Seth, que arriscou dar cabo do mundo das Fadas, e de todos os seus súbditos. Percebo a necessidade do seu conflito a longo prazo com a Bananach, mas bolas, ela envolve-se muito pouco no mesmo, ignorando a Bananach, e em resultado deixando-a fazer pior do que se a enfrentasse.

Agora fico à espera do último volume, espero que já não falte muito...

Título original: Radiant Shadows (2010)

Páginas: 272

Editora: Saída de Emergência

Tradução: Maria João Trindade

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Uma imagem vale mil palavras: Hansel & Gretel

Estava um pouco de pé atrás com esta adaptação (ou seja lá o que for) dum conto de fadas, porque aquelas que vi o ano passado (e no ano anterior) foram satisfatórias, mas faltou-lhes sempre qualquer coisa. Que este filme trouxe consigo: uma adaptação mais adulta, mais sangrenta, e menos cheia de peneiras.


Este filme não se leva demasiado a sério, e tem um bom sentido de humor:
E por isto quero dizer que é exactamente aquilo que promete: um filme de acção, com sangue e armas a rodos. Bruxas más e caçadores intrépidos atrás delas. Agradou-me aquele cruzamento de época medieval com uma série de coisas anacronísticas, como as pistolas, caçadeiras e automáticas, a doença do Hansel (morri a rir com esta), ou aqueles cartazes de "criança desaparecida" nas garrafas de leite (dei um guinchinho ao reparar nesta). O humor de ver o Hansel a entrar numa casa feito badass, levar uma rasteira da bruxa, e ir bater com o nariz no chão deu cabo de mim (no bom sentido). Ou aquela cena em que ele usa o Ben, o quero-ser-aprendiz-de-caçador, como escudo.

Não é demasiado longo, e não enrola no desenvolvimento da história, mas é bem desenvolvido:
Um filme com 90 minutos! *choque* Hoje em dia é raro ir ao cinema e conseguir apanhar um filme com menos de 2 horas. (E muitos filmes ganhavam em ser melhor editados e mais curtos.) Este usa bem o tempo que tem para desenvolver uma história coerente com princípio, meio e fim, ainda temos direito a alguns flashbacks, e a um desenvolvimento dos personagens satisfatório e nada irrealista, tendo em conta o tempo disponível.


Os actores:
Gostei da Gemma Arterton e do Jeremy Renner como um par de irmãos e caçadores de bruxas. Temos cenas bem giras com eles a armarem-se em protectores (já agora, era por isso que o Hansel dormia no chão?), e temos cenas em que eles simplesmente dão porrada até mais não às bruxas. Pontos bónus por a Gretel não ser uma tola que não se sabe proteger. Também gostei do rapaz que fazia de Ben, o fanboy deles, seria um personagem interessante se fizerem mais filmes. E o Peter Stormare! Tive um déjà vu do Irmãos Grimm, em que ele também faz de mau. Aliás, ele faz de mau em tudo o que o vejo, coitado do homem, não lhe dão outros papéis, mas é divertido de o ver. Também gostei de matar saudades da Famke Janssen, a bruxa dela era arrepiante.

O cenário, guarda-roupa e aspecto geral:
Medieval, como convém a um conto de fadas, mas cheio de estética retrofuturista. Roupas de cabedal com corpetes. Armas de fogo, e uma besta com uns melhoramentos de doidos. Desenvolvimentos científicos e tecnológicos avançados para a época, mas mentalidade retrógrada de acusar qualquer uma de ser bruxa. Uma floresta perigosa. Bruxas assustadoras, bem caracterizadas e más até ao osso. (Mais ou menos.)


Tem tudo para eu gostar dele:
Pega em coisas que eu gosto de ver noutros sítios e junta-os duma maneira adequada. Irmãos caçadores de criaturas sobrenaturais e badass? Sobrenatural. Contos de fadas para adultos? Irmãos Grimm. Retrofuturismo? Steampunk e afins. Género fantástico? Muita coisa coisa do que leio e vejo. Potencial para ser a próxima saga de filmes fantásticos a passar em Janeiro? Underworld. (A sério, isto podia ser uma saga, muito à semelhança do Underworld, que passava sempre em Janeiro porque não sabiam onde haviam de o meter, e que começou por ser um filme de acção e de vampiros e lobisomens que não se levava muito a sério.)

O fim:
Consegui prever aquela reviravolta antes de a revelarem, mas não o que implicava que acontecesse por causa disso. O confronto final fechou o ciclo, e abriu um monte de hipóteses. E a cena final abre a porta para uma sequela, que eu gostava mesmo, mesmo de ver.